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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Mundo às avessas


Mundo às avessas!!!

Os que entoam a cantiga do bandido
levam palmas, aplausos, grandes "garanhões"!
Os que tentam enganar e ludibriar, são um monumento à inteligência!!!!!
....As que por momentos crêem na cantiga do bandido, são arrastadas na lama da comiseração de parvinhas para baixo, carentes e burras!!!
Não é incrível??
Faz lembrar a desculpa do violador: " Ah, ela estava mesmo a pedi-las!"...
Enquanto as pessoas forem pensando assim, este mundo não terá rumo!
É uma pena!

Isabel

sábado, 20 de outubro de 2012

Gosto de ti!


Gosto de ti!!

Gostava de poder dizer-te: gosto de ti!!
Gosto muito de ti!!!
Não… Não sou daquelas pessoas que acham que depois de mortos, todos são bons!
Gosto de ti. Já não me entendes nem percebes bem o que eu digo. Há momentos em que só pedes para voltar “ a casa”_ à casa dos teus pais......
Podem perguntar-me: “ e porque não lhe disseste antes?”….
Pois....
Sabem, aqueles homens de "barba rija"??? Que têm dificuldades com as palavras??
Que demonstram que gostam de nós protegendo-nos ao longo da vida, educando-nos, confiando em nós, oferecendo-nos presentes… Mas que nunca usam "palavras",  porque foram “educados” a achar que homens não têm “coração mole”??
Deixei-te na mesa de cabeceira uma folha A4 com um coração desenhado, dizendo que gosto de ti. Não sei se a conseguiste ler. 
Gosto de ti.
Partirás em breve, mas antes que partas, quero que saibas que gosto muito de ti.

Isabel.


Navegar no anoitecer do mundo
Por José Luís Nunes Martins, publicado em 20 Out 2012 - 03:00 há 18 horas 43 minutos
Ninguém tem a sua vida, nem nada dela, assente em terra firme. Navegamos solitários

A maior parte das gentes ainda não percebeu se já é noite ou se está apenas a anoitecer. Anda melhor na escuridão quem esteve atento ao crepúsculo. Vivemos num mundo de pouca luz, o futuro parece ter fugido daqui, vive-se de forma cada vez mais solitária e numa lógica que teima em remeter a esperança para o domínio da ficção. O amanhecer, para muitos, parece já estar para além do que conseguem sonhar.
Nos tempos difíceis, devemos ajustar rapidamente aquilo que depende de nós às circunstâncias externas à nossa vontade. Promover todas as mudanças necessárias, sem olhar ao que se perde, concentrando a atenção no que tem realmente valor. Afinal, a maioria das coisas que julgamos importantes e essenciais não só são supérfluas, como se tornam escolhos perigosos. O que fica depois de tudo se ter perdido é o que somos, o que é realmente nosso, o que tem valor.
O mar é enorme, quase sempre monstruoso. Perante a sua imensidão, a verdade da humildade é evidente. Assim é também o mundo deste tempo, onde os valores do dinheiro, do poder e do sexo se agigantam e lentamente afogam quem se deixa convencer com os seus encantos. Prometem ser escravos de quem querem escravizar... e assim vão enganando um mundo inteiro.
As certezas dos mapas de ontem revelam-se a cada dia que passa como ultrapassadas. Tudo está a mudar, muito rapidamente. Tudo. É fundamental que se aprenda a viver sem muitas certezas, sem muita coisa, sem contar com muito mais para além do que conseguimos levar dentro do peito. O que somos.
Para quem percebe que o mar é o seu porto, a sua felicidade é um dom que pode conceder a si mesmo e uma calmaria em alto mar pode ser uma espécie de porto de paz. Quem navega assim não conhece fronteiras que não sejam as do seu próprio medo. Desenha horizontes que muitos nem sequer chegam a conseguir alcançar com a imaginação. Vai vencendo os cabos da tormentas do seu próprio medo. Passando a maior parte do seu tempo a sofrer as penas, os castigos, o preço de se querer a si mesmo feliz... Engolindo tanta água salgada, muita da qual nascida nos seus próprios olhos.
Ninguém tem a sua vida, nem nada dela, assente em terra firme. Navegamos solitários. Com alguns amigos à vista, mas sem certezas quanto à sua permanência, pois nada do que se pode ver aqui é certo. O Amor não é deste mundo, razão pela qual se deve esperar pelo mundo que vem a seguir a este se se quiser amar na plenitude. Há casos, muito raros, de navegantes que se unem perante o desatino do destino e seguem juntos... à distância de um olhar... mas cada um em seu barco. Sofrendo em dobro...
Naufragamos. Muitas vezes. Mas somos capazes de nos mantermos à tona, aguentarmos o frio, juntarmos os destroços e construirmos com eles um barco novo, sempre sem ver porto algum, sempre em alto mar, sempre com pouca luz...
...quase nunca fazemos sequer ideia do herói que somos.
Por muito que tarde a manhã, por mais revolto que se faça o mar, haverá sempre aqui, neste mundo, homens e mulheres que lutam contra a morte, o medo e o egoísmo... mantendo viva a esperança na vida, na felicidade e no Amor.
Todos morremos. Porque há um momento certo para partir. Mesmo quando não se sabe para onde se vai. Mas, porque só merece o eterno quem ama o que passa, lutemos para nos mantermos à tona, sempre que possível com um sorriso, ainda que entre lágrimas, na certeza de que... os que assim conseguem ser, não são daqui.
E que ninguém chega ao céu sem feridas... Investigador. Escreve ao sábado


" O que é impossível impossível continua"


O que é impossível impossível continua”

“Mas se o Estado pode muito e o Estado fiscal pode ainda mais, não podem tudo. Não podem fazer com que quem não tem dinheiro para pagar impostos os pague. Podem ir buscar-lhes os salários e, quando existem, as contas bancárias, os carros, as casas, tudo e mais alguma coisa, mas se não há dinheiro. Podem levar uma família ao calvário de todos os incumprimentos, podem executar tudo o que há, podem levar uma pequena empresa, ou média, ou grande, à falência, mas se não há dinheiro para pagar os brutais impostos, não há.Podem até introduzir a prisão por dívidas ou, quiçá, a escravatura por dívidas, podem pôr um polícia fiscal em cada loja, mercado, restaurante, courela, feira da ladra, mesada de pais para filhos, presente de namoro, funeral, e taxar o atravessar das ruas, mas se não há dinheiro, não há. Ponto.
O Estado pode muito, pode estragar a vida a milhões de pessoas, mas não as pode fazer pagar o que não têm. Em 2013, esta vai ser a grande lição aos soberbos, ignorantes espertos, aprendizes de feiticeiros, e aos medíocres arrogantes. Infelizmente, esta lição vai sair muito cara a todos os portugueses.” _ In “ a lagartixa e o jacaré” de José Pacheco Pereira, revista Sábado._.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Um texto de José Luís Nunes Martins


O sentido trágico do amor (José Luís Nunes Martins)

Cavaleiros valentes e princesas encantadas são, no entanto, excelentes metáforas que pretendem passar a ideia da coragem e da nobreza de carácter essenciais a quem ama
Todo o homem tende naturalmente para o amor. Acontece que o conceito comum de amor corresponde de forma quase universal a uma ideia genérica, ambivalente e, tantas vezes, errada, porque tão irreal.
Amar é dar-se. Entregar a própria essência a um outro, lutando em favor dele. De forma pura e gratuita, sem esperar outra recompensa senão a de saber que se conseguirá ser o que se é. Amar, ao contrário do que julgam muitos, não é uma fonte de satisfação... Amar é algo sério, arrebatador e tremendamente desagradável. Quem ama sabe que isso mais se parece com uma espécie de maldição do que com narrativas infantis de final invariavelmente feliz...
Cavaleiros valentes e princesas encantadas são, no entanto, excelentes metáforas que pretendem passar a ideia da coragem e da nobreza de carácter essenciais a quem ama. Ama-se quando se é capaz de se ser quem é, verdadeiramente.
Esta luta heróica pelo valor da essência do outro não está ao alcance de todos. A maior parte das pessoas são egocêntricas, alegram-se a entrançar os seus egoísmos em figuras improvisadas de resultado sempre disforme a que teimam chamar amor. Talvez porque assim consigam disfarçar o vazio que é a prova de quão frustrante, frívola e inútil é a sua passagem por este mundo.
Quando alguém ama verdadeiramente, perde-se. A busca por uma felicidade própria não faz sentido. Sem tempo nem espaço para pousar a cabeça, aquele que ama oferece-se generosamente ao outro num caminho por onde quase nunca é de manhã. O sofrimento aparece como a ponte por onde se deve entrar num mundo onde a felicidade não tem nada em comum com os amores daqui.
Amar é cumprir uma vida com força, sentido e valor. A paz que serve de base ao amor nasce e alimenta-se da certeza que a vida que vivemos não é nossa, foi-nos oferecida com a condição e o propósito de amarmos.
Quando se ama, caminha-se por cima do nada. Mas se, a qualquer instante, se deixa de acreditar e se busca a firmeza de um chão, cai-se imediatamente no abismo por cima do qual antes se voava, num milagre que a inteligência não consegue nem conceber nem abarcar. O amor não é racional, não é humano. É a verdade pura que não se apreende com a inteligência comum. As palavras pouco dizem, pouco ensinam, entretém quem não quer viver... é preciso uma grande humildade para se compreender que nem tudo pode ser compreendido. Acreditar no amor, com o coração, é sentir a força de uma mão intangível, que nos traz, nos leva e, por vezes, nos alenta... outras nos testa pela dor profunda.
Amar é escolher um caminho por entre infinitas encruzilhadas. A eleição de um é a renúncia de todos e de cada um dos demais, através de uma fé que é substância da esperança e tem forma do sonho. Amar é escolher um caminho e fazê-lo... a partir do nada.
Só pela angústia do amor é que o espírito humano se torna digno de se assenhorear de si mesmo. A raiz do mal está na inércia dos espíritos que tentam bastar-se a si mesmos... na preguiça – que é o maior de todos os pecados, porque faz com que o homem se contente com o que tem, deixando de querer ser o que é. Amar é dar a própria vida. De braços estendidos. Numa atitude perante o mundo semelhante à de um mendigo que estende a sua mão à caridade do estranho que passa... a solidão profunda de quem sente a terra tremer-lhe por baixo da alma que lhe segura os pés.
Eis a maior de todas as riquezas: Ser-se pobre por se ter dado tudo. Amar apesar da vontade de ser feliz.
In i-online 14 Jul 2012
Investigador. Escreve ao sábado

Como sei Amar


“Só se vive para diante. Sofrer pelas boas recordações ou mesmo sorrir por causa delas é perder tempo para sonhar e realizar sonhos. Construir felicidade. Pouco importa o que se fez, isso ter-nos-á trazido até ao ponto em que estamos, mas da
qui para diante, só temos de seguir a mesma linha se for essa a nossa vontade... somos livres. Livres. Livres ao ponto de sermos: nada. E termos de nos fazer, completamente, do início ao fim. A cada dia. Só a falta de imaginação de tantos homens os mantém numa linha que parece obrigatória mas que é objecto de uma escolha inconsciente movida a medo.

Pode-se ser livre e ser-se obediente, sim. Não haja dúvida. Há quem decida livremente seguir outro, por exemplo Deus, e esse será muito mais livre que quem leva a sua vida ao sabor dos apetites, fazendo o que lhe apetece... nunca o que quer ou sonha. Esses pobres de espírito são escravos do seu baixo ventre e de outras animalidades... como se não percebessem que, enquanto humanos, lhes cabe serem muito mais que animais. Passando isso por, tantas vezes, contrariar os instintos e elevar-se a uma condição divina. O desafio de ser santo ou herói (são apenas sinónimos) está ao alcance de todos, apesar da multidão de cobardes ter sempre boas desculpas para não ser... feliz!

Só há santos e heróis para diante. Este tipo de gente não se reforma.” ( José Luís Nunes Martins)

a)    EU SÓ ME APAIXONO POR HOMENS QUE TENHAM 3 QUALIDADES…NÃO SOU DE OUTRA MANEIRA, NÃO SOU CAPAZ, (EMBORA JÁ TENHA COMETIDO ERROS DE "CASTING") _:1) INTELIGÊNCIA; 2 ) BONDADE; 3) SINCERIDADE/LEALDADE..... Depois, vem a parte da química que é 50% de uma relação. Mas sem os primeiros 3 itens, meus amigos, “no chance”….
b)     Não esquecer que quem anda na rua também vê a maneira como é “olhada”.... E só olham e não vêem nada!...Triste, não é?...

Isabel.

domingo, 14 de outubro de 2012

BIPOLARIDADES!! loool:))))))


Histórias que me contam (um dia escrevo um livro!)J)

Há coisas tão estranhas para as quais não vejo explicação plausível mas que me dizem que os homens estão mesmo em vias de extinção!!! LOOLJ))
Uma amiga minha contou-me que andava saindo e conversando com um velho amigo de faculdade que reencontrou no FB,  solitário , pós 2 divórcios.
O amigo passava a vida dizendo que gostava dela e assim que surgiu ocasião, sugeriu que …passassem a noite juntos.
A minha amiga, que é cá das minhas, respondeu à sugestão dizendo:
“ Mas isso é um pedido de namoro??.... Eu não “durmo com amigos!”
O “amigo” respondeu-lhe: “ Não ! Não!.... Eu não quero namorar!!!”…
E ela espantada: “ Ah, mas queres ir para cama comigo??”
Ele. “ sim, gosto de ti!”
Ela: “ então porque não queres namorar??”
Ele: “ porque não quero! pronto!!!”
Ela, espantada disse-lhe: “ Ok! Então  eu não quero “dormir contigo!””
Em estado de choque,  contou-me a “estória” intrigada com as razões “anti-namoro” do fulano.
Eu ri-me, e só lhe disse: “ querida, isso para mim, só tem uma explicação: o tipo é maricas e ainda não percebeu ou …não assumiu!”
Aí, ela começou a juntar as peças…..E realmente pelos gostos dele, pelas músicas foleiras que postava….Não se admirou muito com a hipótese que eu “aventei”.
Histórias tristes e giras que revelam muito sobre o sexo masculino do sec XXI.

Isabel.
( ps: dedicado ao meu ex amigo Mário Simões_ ele sabe porquê;))))

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Engenharia do amor


Coisas e loisas do coração.

Ponto 1: o coração tem 2 aurículas e 2 ventrículos, é composto pelo endocárdio , miocárdio e pericárdio, às vezes tem enfartes nos vasos que o irrigam…mas definitivamente, o coração não tem nada a ver com o amor! Ou melhor, tem tanto como o fígado, o estômago, as surpa-renais, etc. (Eu confesso que quando me enervo dá-me mais para sofrer do estômago do que do coração).
Siga.
2. O Amor, é para mim, mulher da lógica e das ciências,  algo definido por uma equação matemática simplicíssima:
ADMIRAÇãO+ AMIZADE + QUÍMICA!!!!
Todos estes ingredientes, são, em minha opinião,  indispensáveis para que o amor exista.
A Admiração pelo outro e a amizade são fáceis de explicar: têm a ver com a identificação no que concerne aos nossos padrões de bondade, carinho, “estar lá quando é preciso”, compreender e/ou aceitar os nossos gostos intelectuais e culturais, etc, etc…
É por isso que eu nunca seria capaz de amar um grunho machista ou um político desonesto.
Siga.
A Química já é muito mais complicadaaaaaaaaaa……… Os cientistas avançam com imensas explicações para a sua existência entre duas pessoas…ou para a falta dela;)
Uns dizem que têm a ver com o DNA (quanto mais diferente maior a química), o cheiro, o toque, a temperatura… Todas essas coisas que…simplesmente acontecem…OU não!
Mesmo a beleza entra pouco nesta equação. Aquilo que é belo para mim pode não ser para outro, Uns preferem o impressionismo, outros pintura figurativa e outros ainda,  expressionismo…..
Toda a gente conhece homens lindos casados com mulheres sem aparente beleza e mulheres apaixonadíssimas por autênticos “corcundas de Nôtre Dame”, não é verdade?;)))
Siga.
3. Continuando o meu raciocínio, não existe, ou pelo menos não faz sentido para mim, que  o amor não seja biunívoco.
Como posso gostar de alguém que não gosta de mim? Serei masoquista???
Não! Não sou de certeza!
Não perco tempo: se encontro um homem interessante e se ele não me liga, esqueço-o em 3 minutos. Consola-me pensar: “ nem sabes o que perdes!”
Posso gostar muito de alguém mas acima de tudo, gosto imenso de mim! E não me considero narcísica: apenas RACIONAL!
Nos meus tempos de adolescente tinha a capacidade de sentir profundos amores platónicos por quem não me correspondia da mesma maneira.
Concluí que isso é uma perfeita idiotice_ afinal, o tempo traz-nos sabedoria, não é?;)_.
Não vim a este mundo para sofrer: nasci para ser feliz.
E a felicidade no amor, só existe na correspondência.
Às vezes sinto-me um pouco anormal por não ser capaz de gostar de quem não gosta de mim ou por esquecer depressa quem amei e me desiludiu!!....
Estratégia de sobrevivência????
Talvez.
Pois é: mas eu sou assim.
Poemas de amores sofridos, doridos, feridos, fazem-me sorrir quando não me fazem dar umas boas gargalhadas.
4 . O Amor é a coisa mais bela que Deus criou , e neste momento mão estou a falar do amor pelos filhos, familiares e amigos , obviamente.
O amor pelos nossos filhos é algo de incomparável e indestrutível. Mesmo que eles nos tratem “abaixo de cão”.
Não tem nada a ver.
5. Posto isto, para amar e ser amada(o), é necessário encontrar a pessoa que obedeça à tal equação matemática que formulei.
Ora aí é que está o busílis da questão: basta faltar um dos itens e o polinómio está “lixado”!:)
Não perco, ou melhor, não percamos a esperança.
Até encontrar quem nos ame e seja merecedor do nosso amor, pode demorar imenso tempo. Pode até não acontecer nunca!!!
Entretanto, vamos vivendo convictos que vale mais sós do que mal… ou sofrivelmente acompanhados!:)

Isabel.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

MENSAGEM DE S.A. R. DOM DUARTE DE BRAGANÇA (5/10/12)



Portugueses,

Nesta hora difícil que Portugal atravessa, talvez uma das mais difíceis da nossa já longa história, afectando a vida das famílias portuguesas e dos mais desfavorecidos de entre nós, Eu, enquanto descendente e representante dos Reis de Portugal, sinto ser meu dever moral e obrigação política dirigir-vos uma mensagem profunda e sentida, como se a todos conseguisse falar pessoalmente.

Estamos a viver uma terrível crise económica, o nosso país vê-se esmagado pelo endividamento externo, pelo défice das contas públicas e pela decorrente e necessária austeridade.

O actual regime vigora há pouco mais de 100 anos, e muitos dos seus governantes, por acção ou omissão, não quiseram ou não foram capazes de evitar o estado de deterioração a que chegaram as finanças públicas. Tais governantes, é preciso dizê-lo de forma clara, foram responsáveis directos pela perda da soberania portuguesa e pelo descrédito internacional em que caiu Portugal, uma das mais antigas e prestigiadas nações da Europa. Sem uma estratégia de longo ou sequer de médio prazo, sem sentirem a necessidade de obedecerem a um plano estratégico nacional, não conseguiram construir as bases necessárias para um modelo de desenvolvimento politicamente são e economicamente sustentável, optando, antes, pelo facilitismo e pelo encosto ao Estado.

Infelizmente, o Estado, vítima também ele da visão curta com que tem sido administrado, tem permitido que se agravem as assimetrias regionais, que se assista à desertificação humana do nosso território e que fique cada vez mais fundo o fosso que separa os mais ricos dos mais pobres.

Infelizmente, Portugal continua a ser dos países europeus com índices de desigualdade mais altos. Todos têm o direito de ver bem remunerado o esforço do seu trabalho, da sua criatividade, da sua ousadia e do seu risco, mas a ninguém pode ser cortada a igualdade de oportunidades.

Agora, neste momento de particular gravidade, em que nos é pedido um esforço ainda maior, recordo que o Estado é sobretudo suportado pelo fruto do esforço, do trabalho dos portugueses e de muitas das empresas a quem os portugueses dão o melhor das suas capacidades. Todos eles são merecedores do respeito por parte de quem gere os nossos impostos, e é esse respeito, esse exemplo que se exige ao Estado. Não posso deixar de aplaudir a dedicação, a entrega e sobretudo a enorme boa vontade com que inúmeros funcionários públicos se dedicam a servir com dignidade o nosso país.

Mas este diagnóstico e estas constatações valem pouco, valem muito pouco, quando confrontados com as dificuldades com que muitos portugueses hoje se debatem. Um facto é incontornável: a crise está aí e toca-nos a todos, e com ela se vão destruindo postos de trabalho, se vai degradando o nível de vida das nossas famílias e se vão desprotegendo os mais frágeis. Não tenhamos ilusões: muitos são os que hoje só sobrevivem graças à imensa solidariedade de que o nosso povo ainda é capaz. Porque somos um povo generoso, gente de bem, somos um povo capaz de tudo quando nos unimos em torno de um objectivo comum.

Torna-se importante, por isso, lembrar que neste dia, há quase 9 séculos, contra todas as adversidades, nascia Portugal, uma nação livre e independente, fruto da vontade e sacrifício dum povo unido à volta do seu Rei.
Então, como agora, foi fundamental a existência de um projecto nacional, uma causa comum e desejada que a todos envolveu: grandes e pequenos, governantes e governados, homens e mulheres. Um projecto que tinha, acima de tudo, o Rei e os portugueses, unidos por um vínculo indestrutível, constantemente renovado e vencedor, um vínculo de compromisso que nos ajudou a ultrapassar crises avassaladoras no passado, e que se prolongou pelos séculos seguintes, sendo interrompida apenas em 1910.

Foi essa mesma comunhão, uma comunhão de homens livres, que permitiu a reconquista e o povoamento do território, bem como, mais tarde, a epopeia dos descobrimentos e a expansão de Portugal pelo mundo. Foi todo um Povo, o nosso Povo, que enfrentou, com coragem e determinação os mares desconhecidos, "dando, assim, novos mundos ao mundo". Foi a gesta de todo um Povo que permitiu criar este grande espaço de língua e afectos da Lusofonia, vivido em pleno pelas nações nossas irmãs, hoje integradas na CPLP. E foi a renovação desse projecto que permitiu a restauração da nossa independência em 1640, neste local, naquela que foi uma verdadeira refundação nacional, só conseguida pelo esforço e sacrifício dos Portugueses de então.

É pois este o desafio que temos hoje pela frente: refundar um projecto nacional capaz de unir todos os Portugueses de boa vontade, com o objectivo de reerguer Portugal, devolvendo a esperança e o orgulho a cada português. Esse projecto mobilizador é imprescindível para que cada um de nós possa ambicionar ter uma vida normal, socialmente útil, para que possa ser promovido pelo mérito e pelo esforço do seu trabalho, criar uma família e contribuir, cada um na sua medida, para o engrandecimento de Portugal.

Para que este projecto nacional seja possível, teremos de repensar o actual sistema político e as nossas instituições, procurando alcançar uma efectiva justiça social e a coesão económica e territorial, aproximando os eleitos dos eleitores.

Devemos também considerar as vantagens da Instituição Real, renovando a chefia do Estado para restaurar o vínculo milenar que sempre uniu os portugueses ao seu Rei.

O Rei interpreta o sentir da Nação, e age apenas pelo superior interesse do país, e nenhum outro interesse deve também mover os actores políticos. Portugal precisa de autoridade moral, de união em torno de um ideal, Portugal precisa de um projecto que seja o cimento em torno da Nação – a política e, acima dela, a Coroa, deve procurar sempre servir esse ideal, e nunca servir-se dele em benefício próprio.

É num sistema político, moderno, democrático, que a Chefia de Estado, isenta como tem de estar de lutas políticas e imbuída de uma autoridade moral que lhe advém do vínculo indestrutível e milenar com os portugueses, pode e deve zelar pelo bom funcionamento das instituições políticas, assegurando aos portugueses a sua eficácia e transparência. É a mesma Chefia de Estado que pode e deve apoiar a acção diplomática do Governo com o elo natural que a liga aos países lusófonos e a muitos dos nossos congéneres europeus. Acredito que só é possível debater a integração europeia, na sua forma e conteúdo, em torno de um elemento agregador: a agenda própria de um país multisecular na Europa, mas também com continuidade linguística, histórica, social, patrimonial e empresarial em geografias distantes. É o Rei que, personificando a riqueza da nossa história e cultura, é o último garante da nossa independência e individualidade enquanto Nação.

Portugal, nação antiga, com um povo generoso e capaz de grandes sacrifícios, sê-lo-á ainda mais se encontrar no Estado e nos seus representantes o exemplo de cumprimento do dever, de assunção dos sacrifícios e de sobriedade que os tempos de hoje e de sempre exigem.Unidos e solidários num renovado projecto nacional que devolva a esperança aos Portugueses, reencontrados com uma instituição fundacional – a Instituição Real – sempre isenta e centrada no bem comum, então todos nós Portugueses – em Portugal ou espalhados pelo mundo através das vivíssimas comunidades emigrantes – com a grandeza de alma de que sempre fomos capazes nas horas difíceis, estaremos dispostos aos necessários e equitativos sacrifícios que a presente hora impõe. Em nome do futuro de todos os que nos são queridos, filhos e netos. Numa palavra: em nome de Portugal.

Não duvido que, aconteça o que acontecer, os Portugueses, com calma, ponderação e perseverança, saberão lutar para continuar a merecer o seu lugar na história e no concerto das nações. Eu e a minha Família – assim os Portugueses o queiram – saberemos estar à altura do momento e prontos para cumprir, como sempre, o nosso dever, que é só um: servir Portugal.

Existe uma alternativa muito clara à actual situação a que chegou a este regime, alternativa que passa por devolver a Portugal a sua Instituição Real e que, se não resolve por si só todos os nossos problemas actuais, será certamente – como o provam os vários países europeus que a souberam preservar – um grande factor de união popular, de estabilidade política e de esperança coletiva. Numa palavra, de progresso.

Portugal triunfará! assim saibamos unir esforços, assim saiba cada um de nós, de forma solidária, dar o melhor de si mesmo, não esquecendo nunca os que mais sofrem e os que mais precisam. Que ninguém duvide: somos uma nação extraordinária, e o valor e a coragem do nosso povo serão a chave do nosso sucesso.

Viva Portugal!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Publicado na página da Casa Real Portuguesa

http://realportugal.wordpress.com/2012/10/04/dom-duarte-de-braganca-o-rei-que-portugal-precisa/

Fantástico texto da amiga Isabel Quelhas Ribeiro:
Dom Duarte de Braçança foi sempre contra a construção dos monstruosos estádios de futebol que…estão vazios!!!
Foi e é contra a destruição da paisagem por mamarrachos!!
Foi e é contra o desperdício em “TGV’s, aeroportos e pontes que não são necessárias e em auto-estradas que não levam a lado nenhum!
Dom Duarte nunca deixou que Portugal esquecesse Timor e foi graças ao seu contributo que Timor é hoje um País livre!
Dom Duarte, foi e é a favor dos direitos das MULHERES, nomeadamente na igualdade de herdeiras do trono mesmo que havendo irmãos. (Li-o numa entrevista em que disse que hoje não faz sentido que o “filho varão” seja herdeiro, pois o rei já não tem que ir à guerra lutar e além disso, se tal fosse necessário, hoje as mulheres vão à tropa).
Como diz o meu amigo Lopo Maria Albuquerque, é também, e muito, a favor da CPLP. Anda há anos a dizer que é para esses Países que nos devemos virar. E é ainda um defensor incondicional da exploração dos recursos do nosso Mar. É em resumo, das poucas pessoas que tem um plano e estratégia para Portugal.
Finalmente, Dom Duarte é a favor da liberalização de drogas leves como maneira de combater o poder dos traficantes!
Por tudo isto e mais alguma coisa, admiro imenso o Senhor Dom Duarte de Bragança! O MEU REI!
Viva Portugal!
(Tirando isto é uma pessoa simples, inteligente, informada, discreta, com uma grande consciência ecológica!! Possui a característica dos grandes seres Humanos: a simplicidade!)
Isabel.

DEPOIMENTO


Só gostava imenso de saber o que incomoda os republicanos quando nos afirmamos monárquicos!!!!

Afinal, não se dizem democratas???
Então??? Qual é o problema de  se ser monárquica????
Têm medo que eu faça algum golpe de estado???:)))

_Não tenham! O meu mural é aberto!! O SIS e o SIED andam aí à coca!!! Não me levam porque sabem que sou difícil de aturar!!!! LOL:)))))_

Peço desculpa mas sou muito SNOB!!!!..Não me interessa o dinheiro nem os "canudos, mas... não suporto gente idiota!!! Gente que não sabe e mais grave, não quer aprender!!!

Foram os idiotas que votaram 2 X no Sócrates! Foram os idiotas que permitiram que o País chegasse a esta desgraça!! Lamentavelmente, não se podem exterminar: não querem aprender!!!!

Não tenho pachorra!! Uma pessoa iletrada ou analfabeta porque não teve oportunidade é uma coisa: uma pessoa que tem uma mente fechada como eu aqui vejo, é outra!!

Não vou ao mural dos republicanos insultá-los apesar de todos dizerem mal do Cavaco, pois não???
Então que fique BEM CLARO: não admito que insultem Dom Duarte de Bragança nem a família real!

PS: Quem quer ser meu amigo, está absolutamente proibido de me tratar com "paternalismos", porque apesar de muito doente, ainda tenho Pai!!!
E não mexam com coisas que me magoam ou ainda se dão mal!
Obrigada pela atenção.


Isabel.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Ciências da Dí(VIDA) in Ionline

http://www.ionline.pt/opiniao/ciencias-da-divida


Nesta semana, o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida pronunciou-se no sentido de que o Estado português pode e deve racionar o acesso aos medicamentos mais caros para tratar o cancro, a sida e a artrite reumatóide. Tendo o médico que preside ao referido Conselho dito que se trata de “uma luta contra o desperdício e a ineficiência, que é enorme em saúde”. Mais, que “não é só legítimo, mas desejável”. Chegando- -se a referir ao facto de que 50 mil euros por 2 meses de vida não se justificam.
Uma vida não tem preço. Nem qualquer pedaço dela.
Como pode um homem, médico, chegar à conclusão de que há um valor justo para um mês de vida... todos já tivemos muitos meses maus, anos até... eu também, poderia ter passado por cima deles, mas, ainda assim, integram a minha história, fazem parte do meu caminho até aqui... Mas, apesar de tudo, amputar passados é diferente de abortar futuros.
Matar de forma absoluta o amanhã de alguém é crime. Chama-se homicídio. Trate-se de um bebé em embrião que se desenvolve à velocidade da vida ou um doente em coma, com cancro em fase terminal... é sempre homicídio. Sempre. Porque morre alguém por vontade de outrem.
Na vida, há momentos, um olhar, um sorriso, um beijo que duram segundos mas que valem (mais que) uma vida...
A vida é essencialmente futuro. Ainda que numa cama de hospital, em lágrimas, num mar de sofrimento... a Vida também é isso. Não é só alegria, também é dor.
Será que os médicos deixarão de fazer juramento de Hipócrates para, hipocritamente, jurar defender com aprumo, brio, disciplina e coragem militares o Orçamento? Na conclusão 6 do parecer, o Conselho refere que os médicos deviam obrigatoriamente ter mais formação ética para tomarem decisões mais justas e mais, imagine-se, responsáveis!
Argumentarão que não há recursos e perguntarão quem escolheria eu de entre dois doentes com diagnósticos e prognósticos diferentes... Mas a falta de recursos deve-se não a quem está doente, mas a quem andou a desperdiçá-los. Em casa onde não há razão, todos ralham, mas nunca há pão. Talvez porque alguém o come todo assim que chega... O problema não é o custo das terapias, mas o dinheiro que devia existir para as pagar e que foi canalizado para outras vi(d)as.
Haverá, por esta altura, uma multidão de gente à procura de uma fórmula matemática que decida, ela própria, o “sim” ou “não” em relação ao futuro dos doentes em avançado estado de despesa pública... No entanto, parecia-me bem mais humano que, em casos extremos, fosse alguém a fazê-lo, alguém com valores a assumi-lo, mas nunca um algoritmo que se aplica de forma impessoal... e atrás do qual, depois, muitos se esconderão.
Em breve, a capacidade de o Estado pagar reformas acabará... O que argumentarão, perante esse cenário, os então senhores das Ciências da (dí)Vida? Talvez alguém ligado a um qualquer conselho de ética (!) venha dizer que a vida, para além dos 70 anos, já não é vida, que a qualidade de vida dos mais novos é posta em causa por esses egoístas que já viveram mais do que o suficiente... ou talvez que se devia ter investido mais em aborto... ou outra enormidade que não me é dado imaginar...
Está completamente errado quem contribui com a sua sabedoria sobre Ética e sobre a Vida para a aplicação de medidas políticas inumanas, num país que pode ter pouco dinheiro, mas que não deixa por isso de ter muito valor. Apesar dos concidadãos que trocam vidas por dinheiro.
Resta um apelo: que se perdoem estes senhores da Ética pois, seguramente, não sabem o que dizem nem o que fazem... Na melhor das hipóteses, porque talvez nunca tenham conseguido um olhar que de um sorriso se fez beijo... mas, sabem, nunca é tarde! E vale sempre muito mais que 50 mil euros – asseguro eu.
Investigador
Escreve ao sábado

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Sempre...Há histórias para contar (Mário Simões)


Hoje escolhi este trecho do livro “Há sempre…histórias para contar” do meu amigo eborense,  Mário Simões;)
“ Voltando à sedução, penso que o que é bom na relação entre o homem e a mulher é a narrativa, o jogo de sedução. Hoje a mulher está consciente daquilo que os homens querem dela, e vai daí, não está para grandes rodeios, vai directa ao assunto e pronto.
Por seu lado, o pobre homem, que resume toda a vida afectiva à pornografia, é uma presa fácil para as mulheres modernas, que não se vestem, despem-se.
Mas, atenção mulheres que eu amo tanto! Isto não é bom para ninguém. Falta o romance, falta a sedução, falta o prazer da conquista e para nós o prazer de ser conquistados, com cama, com tranquilidade, enfim, com classe. Senão, um destes dias, teremos o mesmo prazer em tocar na perna de uma mulher bonita, que têm os ginecologistas.
Mas também nós temos de ter inteligência para seduzir, temos de saber ser bons amantes, e para isso não basta ir comer um frango assado, em fato de treino, ou ir ao cinema comer pipocas, ou comprar uma flor qualquer entre o barulho ensurdecedor de uma música e uma conversa interessante com um amigo.
O segredo está em surpreendê-la, está em adivinhar o perfume que ela gosta de usar, o filme que a deslumbra, o hotel onde ela sempre desejou ir. O segredo está em estar em permanente estado de alerta para os sinais da mulher.
Mas minhas senhoras, para o rapazito estar em permanente estado de alerta, é importante não se mostrar totalmente disponível, o importante é saber usar a táctica do pescador, ir dando e tirando a linha. Por isso o vestir é importante, o conversar é importante, o olhar é determinante e até, o desabotoar imprevisto do botão da blusa é fundamental.
Pronto, como verificaram, o que escrevi não traz felicidade a ninguém, não vai modificar o mundo, no entanto ajudou-me a reflectir um pouco sobre a relação entre as pessoas, e penso que para se chegar aos cem anos como a senhora da televisão, o importante é saber seduzir a vida, e mais que isso, vivê-la com muito prazer.”
Mário Simões In “ Sempre …há histórias para contar!”  Évora, 2005

Pesadelo


Esta noite acordei numa aflição com um pesadelo horrível: as minhas filhas estavam a ser atacadas por um grupo de miúdos...daqueles perigosos.

 No meu consciente, domino os stresses diários, e faço o meu trabalho. No meu consciente, controlo os receios e os medos, mesmo quando sou ameaçada que me "fazem e acontecem."

 Com as minhas filhas é diferente. Apesar de não ser algo em que pense, fica-me no subconsciente e “salta-me” em sonhos aflitivos.

 Vou fazer 51 anos e as coisas estão cada vez mais complicadas a quase todos os níveis.

 Às vezes esqueço-me que me devia cuidar mais: afinal, fui operada à cabeça há 10 anos, devia fazer TAC's anuais e não faço, devia ser seguida por um bom neurocirurgião e não sou:  Baldei-me. A culpa é minha.

 Sei que as pessoas que sofreram estes tipos de cirurgia têm os vasos sanguíneos mais frágeis e menos protecção a nível das meninges. A última vez que fui a um neurologista ele disse-me: " Drª Isabel, nunca teve uma convulsão..mas não está livre de vir a ter! Lembre-se que tem uma cicatriz no cérebro!"

 Estes stresses do trabalho, das crises e principalmente da doença do meu pai,  fizeram agravar tudo levando ao surgimento da hipertensão.  Eu!! Eu?? Eu que toda a vida fui hipotensa????

 Pois é: soluções???

 Não há.
Posso até fazer a TAC (de que estou à espera que me chamem há 3 meses) e o médico dizer "isto não está bom"!! E depois???? ..... Reduções de horário, não existem... Reformas antecipadas nem para doentes terminais ,(excepto para a presidente da AR. Claro).

 Vivi esquecendo-me que tenho dentro da cabeça uma bomba relógio. Vou morrer? _Obviamente: todos vamos morrer._

 Tenho medo???? Nem uma pinga, nem um centímetro, nem sinais de tal emoção primária.

 Se tiver que "apanhar aí uma camada de nervos", só peço que o AVC seja rápido e mortal e não fique aí de boca ao lado a dar trabalho a alguém. Até porque pode não existir "alguém!!!

 PS:

Não!! Não estou triste nem lastimosa!!!! Sou até uma sortuda: tenho casa, 2 filhas lindas, emprego, blabla!! Quantos não gostariam de trocar comigo????

 Pois é, mas há dias em que acordamos com pesadelos, e hoje, desculpem-me amigos, foi um desses dias.

Isabel.