
Hoje, foi daqueles em dia em que precisei
De agarrar no carro, pôr a música no máximo
E acelerar por uma estrada fora, noite dentro.
No percurso, à medida que as curvas se aproximavam,
As nuvens negras desta noite Outonal
Ensaiavam uma terrível ameaça no horizonte
Quanto maior era a adrenalina, mais pontos de interrogação se levantavam na minha cabeça: “e se?”
E se?
E se o meu pulso tremer, a minha mão deslizar…Um tremor me fizer largar o volante??
E se??
E se eu deixar a noite entrar, para sempre, dentro de mim?
Isabel
Tantos Ses
ResponderEliminarEntão mais alguns Ses em forma de conselhos, apesar de os não teres pedido.
(Desculpa a falta de jeito para versejar)
Na loucura de uma noite destas,
Não pensei em duas crianças.
Abandonei o prazer de viver,
Na loucura de certas andanças.
Se deixar a fútil adrenalina,
Em mim mulher de 45 anos.
Se apenas sorrir sorrir,
Saem de mim certos fulanos.
Se dentro de mim de novo,
A força de mulher coragem,
Pensamentos o tempo leva,
E abre à mente a nova aragem.
O choro de causas perdidas.
Sufocam-me em tanta dor.
Talvez sorrir com novo amanhã,
Porque não, com novo amor.
Agora o IF de Rudyard Kipling que deves ler com calma.
Se és capaz de manter tua calma, quando,
Todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
De sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
Tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
Em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada,
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
A dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
Resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
E, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo,
E - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!
um beijo
Jorge Ferraz
Obrigada pelos lindíssimos poemas!!
ResponderEliminarAdorei.
Isabel
Hoje acho que este mal-estar foi um pressentimento.
ResponderEliminarPassados 2 horas soube que as minhas amigas e colegas tinham tido o acidente...