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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Os MARIALVAS


OS MARIALVAS))))
É uma tristeza que em pleno séc. XXI, num País que se pretende do “1º mundo” ainda proliferem certos espécimes.Deveriam, em minha opinião, estar encerrados em Jardins zoológicos ou Museus!!Há ainda “homens” que tratam as mulheres como “carne no talho”, que as olham com olhares lúbricos, que se aproximam delas através do engano, das palavrinhas certas e bonitas, que se aproveitam de momentos de fragilidade , que as “COLECCIONAM” como troféus de caça!!!Há aqui de tudo:Os fanáticos das amizades coloridas e os apologistas do “one nigth stand”.Não duvido que haja em alguns casos, conivência do sexo feminino: mas não será que estes “senhores” não possuirão esperteza suficiente para distinguir umas de outras??Para se ser respeitado há que se saber dar ao respeito: foi assim que fui educada.Mas há marialvas encapotados, coitados, que não percebem que existem “meninas divertidas”e que há mulheres que não estão para aturar os seus supostos avanços subliminares que apenas pretendem uma noite bem passada??
Sou Ribatejo/alentejana: nasci aqui nesta fronteira. Com 5 anos já acompanhava o meu pai às corridas de toiros.Hoje, as mulheres também toureiam…E há “senhores”, ditos “meninos-família”, que não percebem que…perdoem-me os termos, no final da corrida os toiros foram eles???Acordem homens!Aprendam a respeitar as Mulheres com M maiúsculo!!Nós não somos objectos sexuais: temos Alma, coração, sentimentos e inteligência!!!
Entendam isto de uma vez por todas e comportem-se como Senhores e não como “gajos”.Tenham uma muito boa noite e sigam o meu conselho que serão muito mais felizes!!!
Isabel

sábado, 8 de agosto de 2009

THE STORY


Nasci em 1961 e fui criada numa família conservadora mas moderna para os tempos de então; frequentei a escola particular como na época era suposto, andei no piano e na Alliance Française.
Fui uma menina superprotegida pela família e amigos. Reconheço que entrei para a faculdade sem conhecer a maioria dos palavrões que existem.
Quando fui lançada às feras de uma faculdade, a 90 kms de casa, pela primeira vez longe dos papás, só uma recomendação levei do meu pai: “Porte-se como uma senhora”.
Tive a sorte de não me instalarem num lar de freiras o que me permitiu, com amigas que conheci na altura, alugar um apartamento na zona Central de Évora, perto de tudo, e tive a maior sorte em conhecer os melhores amigos do mundo. Desde o Porto à Madeira conheci pessoas extraordinárias com quem ainda hoje mantenho contactos e que mais do que isso, permanecem no meu coração.
Terminei o curso em 5 anos….Para quem sempre sonhou com medicina licenciar-se em Zootecnia não foi tarefa fácil. As cadeiras de Matemática pareciam não acabar mais….Hoje entendo…A Matemática tanto explica a curva de crescimento de um ser vivo como as mais avançadas teorias da expansão do Universo.
Acabei o curso, vim para casa estagiar numa herdade a 6 kms de casa e ao mesmo tempo comecei a dar aulas visto o estágio não ser remunerado: lembro-me de ir ordenhar cabras às 6 da manhã, tomar um duche e ir dar aulas às 8,30.
Entretanto um dos meus amigos de infância transformou-se em namorado e depois de 5 anos de namoro casei.
O meu casamento foi…..Um sonho realizado. Fui feliz. Muito feliz.
Talvez por isso mesmo, por me sentir a viver um conto de fadas, me senti sem chão debaixo dos pés quando o meu ex me diz, um dia, depois de jantar que queria “ir curtir a vida sozinho”.
A minha filha mais nova tinha na altura 7/8 meses e a mais velha 3 anos.
A sensação que tive na altura foi de ficar a pairar. Sem saber se virava para a esquerda ou para a direita, se tinha lar se não tinha; acho que deixei de saber até o meu nome.
Mas eu sou Forte. Deus quando me “construiu” meteu entre as placas de cimento do edifício umas barras de aço.
Continuei a trabalhar, a amamentar a mais nova, a conviver com amigos, (dava aulas nessa altura no liceu e num curso de tratadores e desbastadores de cavalos) na Chamusca.
Muitas vezes levava a bebé no carro por causa da mama.
A minha vida já estava a flutuar na altura: o marido para um lado, eu e as filhas para o outro; nunca sabia quando ele estava, quando vinha a casa, quando ficava a noite fora….Quando tive as provas da existência de outra pessoa, mandei-o sair de casa. Para sempre.
A vida continuou, a casa manteve-se. A minha sogra não aguentando assistir ao desmoronar da família enfiou-se num avião e foi para África.
De manhã pagava para a vizinha da frente me ficar com a pequenina, a empregada levava a mais velha à escola quando eu não podia e…a minha querida mãe à tarde apoiava-me no que podia.
A vida continuou.
A separação foi em 1999 e o divórcio litigioso em 2002, Abril.
Nesse mesmo ano, após um surto de sintomas que os médicos atribuíam ao stress, descobri por uma TAC e RMN que tinha um tumor cerebral do tamanho de uma ameixa.
Quando percebi, antes até dos médicos me dizerem fosse o que fosse, a minha maior e enorme preocupação e pensamento foi: “ COMO É QUE VAI SER COM AS MINHAS FILHAS?? COMO É QUE VAI SER COM AS MINHAS FILHAS???”
- É incrível como numa situação limite, nos esquecemos de nós, não pensamos no que há depois da vida e só conseguimos pensar em coisas práticas!!_
Quem vai ficar com elas? Se a operação correr mal onde vou ser enterrada?? Etc….
Após uma série de peripécias no HSM e aconselhada pela minha prima médica que fez o favor de me salvar a vida, fui operada num hospital público pelo melhor professor de neurocirurgia que penso existir em Portugal: o Professor António Trindade, colega de curso de outra prima minha mais velha.
Lembro-me de equacionar ir para a CUF ou para o HSM…e a minha prima disse-me: “Preferes ser operada por um médico fresco, de manhã ou por um cansado ao final da tarde? Preferes ter 100 anestesistas, 150 cardiologistas à disposição se algo correr mal ou os 2 ou 3 de serviço como nos hospitais particulares?”
E fui para o HSM: a nível burocrático absolutamente desastrosos: perderam-me o processo “n” vezes e no próprio dia da cirurgia, vi literalmente a minha vida a andar para trás, quando um anestesista com um ar blasé, motard, tipo “tudo na boa” me pergunta: “então o seu tumor é do lado esquerdo não é??”
Eu não caí da marquesa da cirurgia porque não calhou: “ Doutor, eu tenho o tumor no lado direito!! Zona parietal direita!!!” _ eu tinha lido que nos EUA um doente morreu por um engano destes, num livro escrito pelo prof. Lobo Antunes.
O anestesista insistiu: “ mas aqui no relatório, diz do lado esquerdo!!! Só se a dactilógrafa se enganou…Deixa cá ver as TACs…”
Ufffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff………………………………………………
Acordei passadas 6/7 horas e a 1ª coisa que disse foi: “como era o aspecto do tumor?” _ ao que o idiota do assistente me reponde ironicamente: “não tenho microscópio nos olhos!!!!”
Entretanto proibi os meus pais e amigos de me visitarem naquele famigerado 8º piso do HSM: só os meus primos e irmã, os menos impressionáveis lá foram.
Aquele piso era um filme de terror: pessoas acidentadas que não sabiam onde estavam ou quem eram, velhinhos a morrer sós, cheios de Alzheimer, estudantes universitárias e jovens mãe com tumores malignos a fazer quimioterapias e… cabeças agrafadas por todo o lado.
4 dias de internamento depois, tive alta. Estava tão fraca e tonta que desmaiava sentada.
Fui recuperar para casa da minha querida mamã e… com aquelas comidas óptimas…e ao fim de saber os resultados das biopsias e sentir-me com um pouco mais de força fiz as malas e praia…De chapéu na cabeça claro..nem podia molhá-la no mar.
A vida retomou o seu curso, Graças a Deus e a todos quantos me apoiaram.
Entretanto em final de 2003, altura do Natal, soube que o meu melhor amigo de faculdade estava com uma LMC.
Uns dias melhores, outros piores, a ser tratado com o que a Ciência propõe de mais moderno, durou 3 anos, sempre a trabalhar e de sorriso nos lábios como era seu apanágio.
Em 2006 piorou e foi internado para a última tentativa: transplante de medula.
Não resistiu.
Durante 3 meses de internamento_ ele que estava tão afeiçoado à sua casa de Évora recém remodelada_ nunca se queixou. Eu falava com a sua mulher e minha melhor amiga 3X por dia e ela só me pedia para rezar por ele.
Ainda me despedi dele: combinámos umas jantaradas em Monsaraz bebendo uns belos tintos alentejanos.
Faremos isso, se um dia o encontrar: o que duvido, ele era 1000X melhor pessoa do que eu.
Nesse fatídico ano de 2006, duas grandes amigas minhas adoeceram com cancros graves e raros.
Estão no meu coração e nas minhas orações. Estarão sempre.
Entretanto o meu pai e posteriormente a mãe tiveram enfartes. Durante uns tempos não fiz mais do que dar aulas, tomar conta das miúdas e correr para Lisboa para os ver.
Em 2008 a mãe descobre que tem cancro da mama.
De novo entraram em acção os melhores médicos do País: o director do IPO na altura, Ricardo Luz, o dr. Santos Costa, o cirurgião Canto Moniz, a Dr.ª Sofia Braga, foram todos inexcedíveis. O que não impediu que a mãe, depois de ter passado por uma cirurgia conservadora, 6 quimioterapias, 33 sessões de rádio e de ter recebido os parabéns dos médicos, tivesse partido um mês depois de ter sido “declarada” curada.
Creio que morreu em Paz: pedi às enfermeiras para nos darem um quartinho, rezei o terço com ela como ela fazia todos os dias e vi-a deixar de respirar.
Levantei-me calmamente e chamei o pessoal de serviço: sim, a mãe tinha partido.
A vida teve que retomar o seu curso.
As minhas filhas aceitaram a partida da avó: creio que o facto de serem Cristãs as ajudou a perceber tudo melhor.
Voltei a trabalhar depois da semana de luto.
Dentro de mim cresceu um cardo horrível chamado revolta.
Não consegui voltar a ser a “menina pacífica” que me educaram para ser.
Durante este período que relatei da minha vida tive 3 ou 4 namorados que não sei como , fizeram sempre o favor de não estar presentes quando eu mais precisava.
Peanuts.
Depois disto, tudo o resto são peanuts.
Depois de ter escrito isto, de ter feito a catarse das mágoas, não me parece que precise mais de psicólogos.
Apenas uma conclusão consegui tirar desta história que é a minha: eu sou uma MULHER FORTE.
Ao lado de uma mulher forte não pode nunca existir um homem que se esconda atrás das trincheiras.
Por isso, “mes amis, mes amours”,nem aqui nem em lado nenhum procuro nada.
Apenas ambiciono a Paz de Espírito e a Aceitação da vida como ela é.
Não se admirem se as respostas por vezes forem “tortas” ou as palavras mais duras e com as letras todas: como eu disse, cresceu um cardo dentro de mim.
Perdoem se houver alguma coisa a perdoar.
Esta sou eu sem espinhas nem osso.
Beijos a quem me lê.

Isabel

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

PORTUGAL E A CRISE


Os portugueses e a “crise”.

De facto, há coisas que em muito ultrapassam o meu entendimento. Vaidade minha talvez, que meti na cabeça que devia compreender tudo.
Toda a gente fala na crise e no desemprego, e no fim do mundo e por aí fora…
Não falando no Estado, o maior gastador deste País com os ordenados chorudos pagos a gestores, administradores e quejandos, fico de boca aberta quando a dita classe média continua a ir passar férias ao Brasil e Caraíbas e as discotecas da moda continuam a encher os Algarves!!
Crise? Mas crise como?
Que fazem os “meninos-bem”/ ou digamos os que têm a pretensão de ser senhores e meninos família??
Vivem do crava: é fácil: um almoço em casa de um amigo aqui, um jantar em casa de uma namorada acolá, uma visita à tia para lanchar no palacete a cair aos pedaços….A ex mulher de quem não se divorciam por conveniência e tem “massa”…
Eu conheço dessas pessoas …Mas também conheço doutras.
Daquelas pessoas que se pode dizer que “os têm no sítio”.
Um grande amigo meu de infância, latifundiário, possuidor de não sei quantos hectares de montado de sobro, viu a “vida a andar para trás” quando o banco lhe começou a fechar as portas…(como fez a muita a gente excepto alguns corruptos).
O meu amigo, 38 anos, casado com uma mulher impecável, pai de uma menina lindíssima de 4 anos, pegou na trouxa e rumou à Irlanda. Lá, é controlador de máquinas agrícolas e florestais. Ganha o suficiente para vir aos fins de semana cá e para a família lá ir sempre que pode._ e para pagar aos bancos portugueses.
Eu sou professora: estudei, marrei, licenciei-me com ”sangue suor e lágrimas”: ninguém que estudou naquela UE se pode esquecer dos cadeirões que eram a Economia Política Agrícola os Solos e fertilidade, etc.
Não estou a fazer aquilo que sempre sonhei_ investigação_ mas estou a dar aulas.
E se algum dia deixar de ter lugar na escola porque algum meteorito colidiu com a Terra ou a ministra embirrou com a minha pessoa, não há problema. Hão-de existir por aí muitas escadas para lavar ou roupa para engomar nem que seja no Luxemburgo.
No meio de meia dúzia de Almas corajosas capazes de pegar qualquer toiro pelos cornos, temos os subsidiodependentes que vivem dos abonos de família, rendimentos de inserção social e outros, que não pagam nas escolas e que têm computadores à borla e tem Audis e Mercedes à porta…(Não sei como mas suspeito)…E os “meninos família” que não podem meter as mãos na Terra nem sujar a roupinha que parece mal às tias de Cascais!!
Ora gaita!!!
A continuarmos assim, não há País que resista!!!
As coisas estão difíceis e toda a gente parece viver num paraíso artificial de aparências!
Agradeço comentários: os meus blogs são tipo “prós e contras” mas dos isentos!!!
Isabel.

sábado, 1 de agosto de 2009

O SEXO FORTE

A nova sociedade Matriarcal.

Gosto de lémures..e de elefantes. Vivem em grupos constituídos por sociedades matriarcais.
E “a coisa” tem aspecto de funcionar.
Estamos no séc XXI e os homens não perceberam que têm muito que crescer para chegar até nós.
Há mais de 100 anos, quando a minha avó paterna saiu do Porto para ir estudar para a Universidade de Coimbra foi um escândalo na família. Entretanto, completou os estudos e casou com um colega que lhe deu 8 filhos e lhe fez a vida negra. Sim, o meu inteligentíssimo avô, monárquico ferrenho, era um machista de primeira água. E a minha adorada avó aguentou.
A minha avó materna, filha de proprietários da zona de Abrantes teve o maior desgosto da vida dela porque viu os 6 irmãos seguirem estudos e ela não. Alguns morreram com a pneumónica, penso que outros terão ido para a 1ª Guerra Mundial…e a avó viu-se à frente de uma casa de família.
Casou…Juntaram bens e propriedades, mas o meu querido avô materno nunca teve muito “jeito para o negócio” e a pouco e pouco a fortuna familiar foi-se perdendo. A avó morreu amargurada porque tinha tido tudo e tudo tinha perdido.
Foi com o exemplo delas que me “construí”.
Mulheres Fortes.
Mulheres que podiam ter ido muito mais longe se os maridos não tivessem sido tão típicamente machos latinos.
Mulheres que me ensinaram muita coisa….Lembro-me de ser pequenina e ir para o quarto da avó L… ver revistas antigas sobre o Regicídio…Meio às escondidas, as avós foram sempre monárquicas.
A Fé em Deus que possuo, a elas e à minha querida mãe agradeço: é o suporte e estrutura da minha personalidade.
No último ano de vida, em que a mãe fazia todos os dias quase 200 Km para ir e voltar ao IPO, ela preferia sempre ir comigo, com uma amiga ou com a minha irmã. Dizia: “prefiro que o pai não vá. Ele, coitado, ainda vai atrapalhar mais!”.
Homens!!!!????
Que é que se passa convosco??
Onde está a vossa força, que vos aconteceu à testosterona??
Só serve mesmo para desapertar as porcas das rodas quando é preciso mudar um pneu?
Eu …que sou mulher, tenho momentos de grande fragilidade, disfarçados por momentos de grande força.
Fiquei sem marido, inesperadamente quando ele me “trocou” por uma ricalhaça ambiciosa deixando-me com 2 bebés: uma de 3 anos e outra de 7 meses.
Lembro-me de chorar para cima da Filipa enquanto a amamentava.
Sobrevivivi.
Passei a contar comigo e a não ter medo de viver.
Eu que tinha medo de conduzir em Lisboa (aqueles condutores pareciam-me uma matilha de lobos selvagens), comecei a ir para todo o lado ao volante do meu carro, jeep, o que fosse.
Quando tive um tumor na cabeça e fiquei proibida de conduzir até à cirurgia, tomava cortisona,(anti-inflamatório cerebral potentíssimo), e guiava à mesma em Coruche.
Cheguei a ir ao cemitério lavar a campa de família caso a operação corresse mal. Sem dramas.
As minhas filhas só se aperceberam da gravidade da situação quando eu voltei de Lisboa, já operada, e desmaiava sentada.
Mas tive força e a ajuda da minha mãe que as ajudou a distrair e a compreender que a mãe estava fraca mas ia ficar bem.
E fiquei. Passados 15 dias de uma operação de 7 horas, estava na praia com amigos.
Em 2006, perdi o meu melhor amigo e marido da minha melhor amiga de faculdade com uma LMC.
Quando ele piorou e a minha amiga me telefonou em prantos, eu meti-me no meu carro a uma sexta feira à tarde, para me despedir do homem mais corajoso que tive o privilégio de conhecer. Estava de máscara de oxigénio, a sorrir e a combinar umas jantaradas em Monsaraz com uns bons tintos alentejanos. Despedimo-nos a sorrir.
Foi sedado nessa noite mas antes mandou uma sms à mulher dizendo “está tudo bem minha querida””. Nunca mais acordou.
Foi a maior perda que tive…em 2006. Mas sobrevivi, porque estamos condenados a sobreviver à dor.
A Helena, viúva, só me dizia: “ele era bom demais para este mundo, por isso Deus o chamou….”
A partir daí, parte da minha amiga morreu por dentro, eu sei.
Como ela diz: “queria morrer como ele, ir ter com ele”.
E eu… apenas a ouvia. Foram 20 anos de um casamento perfeito.
A vida foi continuando e foram passando “pessoas” pela minha vida.
Confesso que em quase 10 anos de divórcio não conheci nenhum homem à minha altura: uns lamentam-se muito da vida, outros só querem aventuras, outros ainda querem-nos comprar com as suas riquezas materiais.
Quando o meu último namorado me dizia: “estou muito cansado..” Eu tinha que lhe responder: _”L, se tu estás cansado, então eu estou morta!!!”.
Toda a gente acha que dar aulas é um grande privilégio porque blabla , emprego certo etc.
Mas não estão lá. A dar em doidos com alunos psicopatas e mal educados, a aturar ministras doentes mentais e alguns colegas com tiques autoritários.
Eu não escolhi dar aulas: como Zootécnica sempre quis seguir investigação em campo e laboratório.
Nunca me imaginei a ensinar miúdos na idade do armário.
Sacrifiquei o sonho à realidade: em casa estão 2 filhas que precisam de mim.
Agora tenham dó: não me venham queixar-se das desgradinhos dos pneus que têm que ser mudados e que a vida está tão difícil: eu também mudo os pneus ao meu carro. E pago-o. Com dificuldades, claro. A pensão de alimentos do meu ex marido é risível : quem consegue fugir aos impostos, consegue o que quer perante um tribunal.
Não quero um homem para me ajudar nem para me explorar, Nem sequer quero casar-me: como católica a Igreja não o permite (ainda).
Não tenho vida, nem casa, nem tempo para fazer vida de casada mas obviamente que não estou “na onda” de relações da moda “one nigth stand”. A nós, maioria de mulheres com neurónios funcionantes, quem nos toca no corpo, invade-nos a Alma.
Já me habituei a este trio_ eu e as minhas filhas_, a tomar as minhas/nossas decisões sem pedir opiniões.
Mas quero amar e ser amada, sim. Obviamente que sim.
Quero ao meu lado um homem que me dê a mão e enfrente a vida de cabeça levantada.
Quero um homem que seja tão forte como eu e que não tenha medo de dar a cara ao toiro das dificuldades. Um homem que esteja ao meu lado para rir comigo e para chorar comigo se for caso disso.
Quero um homem que me faça sentir Amada, valorizada, apreciada. Que olhe para além dos seus botões e que pense como eu, que ensino às minhas filhas: “ não são as coisas que nos dão classe, mas nós que damos classe às coisas que usamos”.
Um homem que não me exija presentes de marca mas que saiba que é ele que dá marca ao que têm.
Viver de aparências não é para mim. Ter de frequentar o sítio X e Y, ter de ir à festa A e B e à corrida de toiros Z e W porque vai sair na revista não é para mim.
Não é fácil estar só. Mas é muito mais difícil, pelo menos a longo prazo, estar mal acompanhada!
Por isso minhas amigas: bola para a frente. O futuro é nosso…E de quem nos acompanhar.

Isabel

PS: Há quem critique a minha exposição íntima neste blog.
Neste momento não há psicólogos disponíveis e são caros.
Escrever é uma catarse para mim.
Quem não deve, não teme….E só lê isto quem quer.
Quanto às más interpretações…Bem, nem toda a gente aprendeu a ler não é???:)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Uma ideia para a "Formação Cìvica"


Uma ideia para a “Formação Cívica”

Que tal, nós professores, ensinarmos aos nossos alunos que quando se cumprimenta uma senhora, se devem levantar?
Que tal dizer-lhes, que os mais velhos, têm prioridade para se sentar nos autocarros, teatros, cinemas, etc?
Que tal dizer-lhes que numa porta, as meninas/senhoras,devem passar à frente?
Que tal ensinar-lhes a comer com talheres e sem cotovelos na mesa?
Que tal dizer-lhes que quando visitam os amigos, devem cumprimentar os pais dos mesmos e não passar por eles como “cão por vinha vindimada” com um “olá” sem jeito?
Que tal dizer-lhes que a classe se revela pelos comportamentos e não pelas roupas de marca??
Não sei.
É só uma ideia.
Isabel

quinta-feira, 28 de maio de 2009

AMINISTIA INTERNACIONAL?? UMA OVA!!!

Amnistia internacional???
Uma ova!!!!!
Vou vendo o telejornal e vou-me irritando.
Há pessoas que já se deixaram disso, mas eu sou persistente: gosto de adrenalina, não quero nunca ser uma ovelha conformada com a sorte do matadouro!
Então comecei por me irritar ontem com o idiota do conselheiro de Estado que desde o início da história BPN me pareceu corrupto e que há muito se devia ter demitido: ”à mulher de César não basta ser séria, também tem que parecer!”
E depois vem a história do relatório da amnistia internacional em que Portugal aparece no ranking onde os ditos “direitos humanos” são mais violados: e dão 3 exemplos:
1- Uma fotografia da senhora Leonor Cipriano “alegadamente esmurrada pela nossa horrível polícia judiciária!!!
GAITA!!!
Como é possível??
Alguém se lembrou da pequena Joana??
Que aconteceu à criança?
Esqueceram-se de dizer que aquela mulher foi condenada por homicídio da própria filha??
Têm a certeza de que a fotografia não é uma manipulação fotoshop??
Têm a certeza de que PJ a esmurrou daquela maneira?? Será que a nossa polícia é tão idiota que não sabe bater sem deixar marcas???
Somos todos burros???

2- O cartaz do PNR em que umas ovelhas brancas expulsavam uma ovelha negra!! Aahahahh!!
Que grande violação aos direitos humanos!!! Por certo que os loiros nórdicos apologistas dos referidos direitos não conhecem o ditado português “ toda a família tem uma ovelha negra!”.
Gaita!! 2 ou 3 X gaita!! A ovelha não estava a ser expulsa do rebanho por ser preta mas por, “alegadamente”, provocar distúrbios!!!
E assim que se vê: a mãe russa ,“alegadamente” bêbeda, que veio para Portugal onde foi recebida e acarinhada, onde lhe criaram a filha_ o tempo que lhe deu jeito_, vai agora para longe dizer que no mínimo, somos uns selvagens!!!

SE me chamarem racista por simpatizar com o PNR eu não respondo por mim!! Tenho 3 sobrinhas mulatas que adoro do lado do meu ex marido, que me adoram e chamam tia!!

Emigração e imigração sempre existiu: fomos um país de emigrantes!! Mas se formos a França, ao Luxemburgo, etc, somos considerados trabalhadores exemplares e não “hooligans”!!
Que aconteceu ao açoriano que se portou mal no Canadá? Lembram-se?? Teve uma guia de marcha para Portugal!! Nós que o aturemos que eles já lá têm os problemas deles!

Sou nacionalista sim senhora!! SOU, com muito orgulho!!
Não penso que o meu país seja superior a qualquer outro, mas é o meu e é aquele onde fui criada e aprendi tudo o que sei.
Não rejeito a história do MEU País! Por isso sou monárquica!
Alguém elegeu a República? Já se esqueceram que a monarquia acabou porque mataram O REI?
Onde esteve a “querida democracia” nessa altura?
Onde está a democracia hoje em dia quando um reles vereador põe e dispõe mandando tirar cartazes mesmo contra a opinião dos supremos tribunais??!!
Onde está a democracia que impinge Magalhães aos miúdos que mal sabem ler, que têm os pais no desemprego e que vão para a escola sem pequeno almoço??
Onde está a democracia que enche as salas de aulas de computadores e põe professores a fazer o papel de auxiliares de acção educativa nos refeitórios??
Então onde está a democracia em que o 1º ministro tira o curso mais duvidoso do mundo, é um corrupto desavergonhado, está metido no caso freeport até às orelhas e nada acontece, pelo contrário, tudo é abafado??
A amnistia internacional esqueceu-se desses pormenores?
Esqueceu-se da amizade Chavez/Sócrates??
Então o Chavez não é um ditadorzeco de ópera bufa indigno de tais amizades??
Todos iguais meus amigos!!! Todos feitos da mesma massa!!
E o povo é burro, Deus meu, se votar nestes tipos outra vez!!
Sou de direita??
Sou de esquerda??
Não: sou balança e amante da justiça!!
Em minha opinião, todos temos direitos e deveres iguais!!
O nascimento, à partida não pode ser condicionante do futuro de ninguém! Embora esteja mais que provado que a inteligência tem uma componente genética, (mínima), não nos devemos nunca esquecer que o “caldo cultural” onde somos “aquecidos” e criados é fundamental!!
Todos os portugueses em casa deveriam ter livros: mas não; Têm Magalhães.
Todos deveriam ter direito a subsídio de desemprego: mas não, só alguns sortudos.
Todos temos direito a bons hospitais quando necessitamos: mas isso está reservado às elites!!
É por isso que se vai a Cuba tratar os olhos; é por isso que em Portugal há a maior percentagem de desdentados da Europa!!
Até os hospitais públicos meus amigos!! NO HSM, uma urgência custa 12 euros…mais não sei quanto de estacionamentos, etc…e é uma pequena fortuna!
Mas é óbvio que o irmão do 1º ministro levou um transplante _ em que passou à frente de imensa gente que mais precisava_ em Espanha!
A saúde psicológica e psiquiátrica é um luxo em Portugal: A ADSE não comparticipa no hospital da Luz, por exemplo; porquê??
Os deprimidos não dão lucro??

Pois: os deprimidos não dão lucro nem nunca darão.
É por isso que Portugal está como está!

Isabel

quinta-feira, 21 de maio de 2009



Retrato de uma princesa desconhecida

Para que ela tivesse um pescoço tão fino

Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule

Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos

Para que a sua espinha fosse tão direita

E ela usasse a cabeça tão erguida

Com uma tão simples claridade sobre a testa

Foram necessárias sucessivas gerações de escravos

De corpo dobrado e grossas mãos pacientes

Servindo sucessivas gerações de príncipes

Ainda um pouco toscos e grosseiros

Ávidos cruéis e fraudulentos

Foi um imenso desperdiçar de gente

Para que ela fosse aquela perfeição

Solitária exilada sem destino


Sophia de Mello Breyner Andresen