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quinta-feira, 26 de junho de 2014

"Estórias" de amor

Hoje, apetece-me dar uma de “tiaaahhh” Margarida Rebelo Pinto e escrever sobre histórias de amor!... 
Não chegando aos calcanhares da douta senhora, posso mandar uns "bitaites" falando por experiência própria ou pelas histórias que conheci.
As histórias de amor felizes, não têm história. Já não sei quem disse, mas tinha toda a razão!!.. Que seria de Romeu e Julieta se as famílias tivessem permitido o casamento?? Ou de D. Quixote se a Dulcineia lhe tivesse dado "trela"!??... Ou de Sansão e Dalila sem traição??
Uma sensaboria!!!!!!
Amar o impossível é como fitar o abismo.
Quando olhamos o abismo, ele devolve-nos o olhar. Acho que era Nieztche que dizia algo parecido.
Até "ganhar juízo" e me apaixonar pelo meu ex-marido, vivi histórias de amor impossíveis mas platonicamente intensíssimas!!!....
O meu 1º amor, foi um colega de liceu 3 anos mais velho, que só gostava de mim como amiga: sempre fui uma óptima confidente.
Ele... Era Lindo de morrer e vivia no limite... Seria hoje classificado como um border-line!...
Na altura, fazia aquelas coisas que os nossos pais não aprovavam, como ir de carro com amigos para o 2001, fumar ganzas e faltar às aulas para ficar na conversa.
Um dia, confidenciou-me que pressentia sofrer do coração.
Eu pedi-lhe por tudo que fosse ao médico. Ele encolheu os ombros..e..não foi.
Entretanto, eu segui Ciências, ele Letras, eu fiquei neste liceu, e ele foi para Lisboa.
Voltámos a ver-nos num baile de finalistas onde dançámos encantados um slow hiper-romântico...E no ano seguinte, soube que após um jogo de futebol, teve um enfarte..... e morreu.
O meu querido, morreu, com 21 anos.
Ficou para sempre a recordação da sua beleza, do seu bom gosto, da sua educação, da profundidade da sua Alma, da sua enorme amizade.
Era, resumindo, um homem de sonho: O meu Jim Morrison!
Mais tarde, já perto da faculdade, encantei-.me por uma pessoa especial com uma história de vida trágica: órfão de pai desde criança, meio abandonado pela mãe desde sempre.
Um latifundiário que tinha tudo para ser feliz se não fosse o vazio no coração que se mostrava todos os dias.
Procurava algo, algo sublime, notava-se bem.
Nunca percebi o que sentia por mim: partilhava comigo a poesia que escrevia e as mágoas que o afligiam.
A sua mãe gostava imenso de nos ver: talvez visse em mim a mulher capaz de domar aquele rapaz indomável, especial e incompreensível.
Tivemos momentos lindos: um dia encontrou no chão uma coruja bebé e trouxe-ma para que a criasse. Foi uma aventura!!!!....
O meu pai não gostava muito que eu saísse com ele... Mas que era “sair “naquele tempo, senão ir ao café ou à discoteca????
Entre nó, s havia aquilo que dificilmente hoje se observa na juventude: um enorme respeito e consideração pela mulher, pela amiga, pela possível namorada!
Fui, por todos os meus amigos, sempre tratada como uma Senhora!!!
Ainda me foi visitar algumas vezes à faculdade, a Évora… Mas, mesmo nessas visitas , dava-me o desgosto de desaparecer com companhias menos aconselhaveis para fazer coisas que nunca faria na minha presença.
Acabou por casar com uma “miúda” nculta e sem classe, que aproveitando a sua fragilidade lhe ficou com tudo, até com o filho.
Morreu no seu monte, doente, sózinho, de overdose de solidão, falsos amigos e droga.
Era lindo, loiro, cabelos muito lisos, olhos azuis de felino.
Nunca foram minhas, as minhas grande paixões.
Hoje, sinto que vi nelas o meu lado mais “wild”, selvagem, inconfessavel, rebelde, o meu lado mais parecido comigo: a Isabel politicamente incorrecta.
O lado Isabel abismo, a que gosta de andar de moto a 200 e que tem vontade de saltar de pára-quedas!
Como dizia Nieztche, “quando contemplas durante muito tempo um abismo o abismo também de contempla de volta.”
Isabel QR