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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O eterno enigma masculino

A "mentalidade" masculina é uma fonte de confusão para as mulheres, do mesmo modo que a linguagem é uma fonte de mal-entendidos, tal como dizia Saint- Exupéry.
O problema reside exactamente na radicalidade das atitudes que divergem entre o “antes” e o “depois”…Neste caso, entre o pré e o pós conquista.
Na fase da "côrte", tudo o que dizemos, escrevemos, pensamos e idealizamos , é belo. Toda a música que ouvimos é de qualidade. Todos os livros que lemos são partilháveis e todos os ideais de vida conciliáveis.
Na fase do pós, ou melhor, naquela fase em que os "Gaijos" se enganam e pensam: “esta já está no papo”….Perde-se o interesse pela partilha de leituras e de músicas , fala-se do trivial, de como “caiu” o almoço,  da sessão de musculação que se vai ter,  ou do dentista que está marcado. Acabou o tempo da ARTE e da BELEZA. Acabou o tempo da confluência de gostos e paixões e da coincidência de histórias de vida, educação e valores.
Na fase do pós, os ditos cujos machos latinos,  cheios de testosterona mais ou menos funcionante, parece que já só sabem dizer que temos des belles jambes  and a beautifull poitrine.
Posto isto,expliquem-se..... ou F**** them!!!
Ahhhh… E agora saber distinguir o trigo do joio???
Não há volta a dar: só o tempo.
"A verdade de um homem é em primeiro lugar aquilo que ele esconde."   Fonte – Antimemórías                  Autor - Malraux , André
Isabel.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

La Décadence



Aproveitando o tempo de uma espera sem revistas cor-de-rosa à mão, apeteceu-me escrever sobre as pessoas cor-de-rosa. Estão a ver aquelas pessoas tipo Bárbara e Carrilho, uns que diz que bebem, outros que agridem, aquelas manas que vivem de aparecerem revistas e que casam as filhas , quais ícones de virtude porque a "pronovias" lhes paga os pirosos vestidos, aquela gentinha ,que , segundo me garantiram quando o "Stones" fecha, saltam para cima do balcão cheias de álcool e de coca, gente que até escreve livros de como manter o casamento ideal e de como educar os filhos..e que até se gabam que educaram filharada portadora de deficiência, não conseguindo perceber que as deficiências não estão nos cromossomas dos filhos mas na imoralidade ou AMORALIDADE dos seus genes maternos e paternos, essa "gentinha" que nunca na vida soube o que era ter de cumprir um horário ou deixar de ir uma festa por ter um filho com gripe, essa espécie de gente rastejando pelo vazio das suas vidas vazias, chega à baixeza de "enfeitar" os maridos nos próprios jardins da casa _ com piscina, a bem dizer_, enquanto os desgraçados, sabemos nós lá, estão em congressos, se calhar até bem acompanhados!!
E vai-se a ver, estas queridas tias/filhas/ primas e espécies de mães que até enganam o povinho ingénuo como eu e cativam admiração de muitos, mal apanham os enfeitados maridos em "congressos" e afins, dormem com o jardineiro e telefonam a amigos meio aparvalhados e atrapalhados confessando-se muito sozinhas e carentes! Ah , e falta falar da amante do Mexia da EDP, uma mulher cheia de sucesso, vá lá saber-se porquê!! Esta "baixa sociedade" cano de esgoto faz me lembrar os últimos dias do império romano. De facto, parece-me que já faltou mais.
( Não sou nenhum exemplo de castidade nem critico quem tem 3000 namorados/as desde que um/a de cada vez!! Se errámos uma vez , desistiremos de sermos felizes??? Mas uma coisa eu não suporto: a hipocrisia das "santas" de pau carunchoso que, como dizia a Sophia de Mello Breyner, não passam de" túmulos caiados onde germina calada a podridão").
 —

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Deus: a tranquilidade dos crentes e a angústia dos ateus.

Deus: a tranquilidade dos crentes e a angústia dos ateus.

Ontem, tive essa prova quando um amigo ateu me disse: " Não acredito nem acreditarei em Deus enquanto existir uma criança com fome! Sou ATEU!" _ e disse-o com imensa convição!!!.

Respondi ao meu amigo afirmado que eu nunca o tentaria demover de ser ateu, nem valeria a pena ele tentar demover-me de ser crente! Como questiona Eduardo Prado Coelho a Dom José Policarpo, no livro "Diálogos sobre a Fé" : "_será que a Fé é DOM???...E se é um Dom, porque Deus não o concedeu a todos???...."

_ Não me lembro da resposta do Dom José Policarpo mas tenho a certeza que esteve à altura da pergunta.

Ter Fé, é dar sentido a algo que em princípio não tem sentido, é dar resposta a uma pergunta que não se faz.
Acredita-se porque se acredita- Eu acredito porque se não acreditasse, nada "disto" faria Sentido!!
Deus, concedeu ao Homem o livre arbítrio... E à Natureza total poder: Deus não traz furacões, tempestades, doenças crónicas nem guerras, nem fomes!!!!
Deus é Amor e está ali, ou aqui, dentro de cada um de nós, para nos carregar ao colo cada vez que achamos que não conseguimos dar um passo!
Deus... Aquele ser Todo-Poderoso que se encarrega de criar galáxias, buracos negros, nebulosas, átomos...Deus que cria vida a partir de um amontoado de moléculas, não tem que se preocupar com os disparates que o Homem faz: Deus está AQUI para o acolher e perdoar 70X 7 vezes!.

_Einstein dizia que há 2 maneiras de ver a Vida: " Não existem milagres ou... Tudo é um milagre!"_ (Eu prefiro o segundo postulado:)

Deus não intervêm na natureza dizia o Padre e teólogo Michel Quoist.
Quando rezo, não peço a Deus por mim: peço que proteja aqueles que amo. Para mim, apenas peço a coragem e serenidade de enfrentar as contrariedades da vida com dignidade.

Rezar, como os cientistas provaram, acalma a mente, tal como a meditação.
E há muitas maneiras de rezar: na solidão do nosso quarto, quando ajudamos alguém que de nós precisa, ou até mesmo mesmo quando nos irritamos com o Criador!... (Quem nunca se zangou com os pais???)

" O acaso é o pseudónimo de Deus quando ele não quer assinar o Seu nome" , afirmou um dia o poeta Anatole France.

Adorei esta frase do livro " Como o acaso comanda as nossas vidas" de Stefan Klein.
Ok... Não sei exactamente onde queria chegar com este texto: talvez afirmar que a Vida nos põe à prova: quando um cavalo salta 1,60... sobe-se o obstáculo para 1,65.
Não é assim que a vida funciona??.....
Deus está lá a dar-nos confiança
 naqueles 5 cms a mais.
Deus está lá se caírmos. Para ajudar a levantar-nos


sábado, 13 de julho de 2013

Cada homem é do tamanho da fé de que for capaz. In José Luis Nunes Martins . Jornal i

"A consciência do dom obriga-me. Por isso em português dizemos tão sabiamente: obrigado. O que me foi dado compromete-me

O mundo não é uma pergunta. É a resposta.
Muitos são os que exploram o que há nas montanhas, nos mares e nos desertos... mas são poucos os que chegam a descobrir a divindade que há à volta do seu coração.
Cada vida é um dom. Há que aceitar esta verdade que se escuta até nas coisas mais simples. Cada homem tem algo de extraordinário, assim como cada coisa tem o seu lugar. Desprezar uma pessoa, ou um qualquer pedaço de mundo, é ignorar que até o mais pequeno dos fragmentos de um espelho partido consegue refletir a luz do sol e iluminar uma escuridão.
Aquele que se preocupa tanto com o seu vizinho como consigo mesmo, perdoando-lhe como se perdoa a si mesmo, conhece o valor da vida e o caminho para a felicidade. Nunca é complicado. Trata-se de, na maior parte dos casos, conseguir respeitar o outro, aceitando-o como igual e não como alguém de uma humanidade diferente. Há corações cegos, mesmo quando os olhos vêem.
Neste lugar sagrado de nós mesmos, onde os instantes não se medem, reside uma ideia simples:
Cada homem é do tamanho da fé de que for capaz. Das desesperanças que consegue vencer. Não do tamanho dos seus aniversários, posses ou ambições... Só quem reconhece que a vida lhe chegou às mãos como um puro presente pode esperar compreender a essência do amor. A sua absoluta gratuitidade.
A consciência do dom, obriga-me. Por isso em português dizemos tão sabiamente: obrigado. O que me foi dado, compromete-me.
Não viver bem. Eis a raiz de um dos maiores medos perante a morte. Teme-se não tanto o depois, mas o que pode não acontecer antes. A verdade é dura. A vida não vivida dói-lhes.
Ter a própria morte por perto obriga-nos a viver melhor a nossa vida, com a absoluta urgência de apenas valorizar o importante. Só quem julga que vai viver aqui para sempre (como se a vida eterna fosse esta) se dá ao luxo imbecil de desperdiçar uma hora das suas; os demais, aqueles que estão conscientes do tempo limitado, podem, face a face com a sua morte, abraçar o melhor desta vida, e, quando lhes chegar o fim, não o temerão da mesma forma... por que terão dado a si mesmos uma vida boa, bela e verdadeira... que não acaba com a morte. Uma vida bem vivida é eterna, apesar da morte.
Aceitar o dom da vida implica honrar com a felicidade esse que é o supremo talento.
Há que aprender a moderar os juízos, sem condenar nem recompensar nada com precipitação. A realidade é efémera e a maior parte das nossas certezas são apenas transitórias, mundanas. Muitas tristezas nascem das pressas. Mas não haverá pior desgraça do que a de quem, no amor, não se entrega todo... de quem não está disposto a dar a sua vida por aquilo em que acredita...
Uma vida sem nada pelo qual valha a pena morrer, também não é digna de ser vivida.
Há que respirar paciência. Respirar a verdade de que a vida nos chega a cada segundo... respirar, percebendo que cada respiração é uma simples onda de vida que nos ilumina o interior.
Pode a beleza tornar-se mais bela? Sim, pelo amor. O dom de quem dá, o mesmo de quem recebe.
No amor, o mais sábio e ousado não é o que bem defende e ataca mas o que se rende e entrega..."

 José Luís Nunes Martins
Investigador
Escreve ao sábado

Viver é ser cada hoje. _ José Luís Nunes Marins in Jornal i

"Só há vida quando há amor e o amor é intensidade. O amor é aditivo, nunca subtrativo. Amar é ser mais, nunca ser menos.

Quantas vezes o desejo de estabilidade nos conduz à mediocridade? A quantos sacrifícios nos obrigamos tendo a segurança como horizonte? Como pode alguém julgar que é abdicando de ser quem é que conseguirá chegar à felicidade?
O que queremos, no fundo, é paz ou felicidade?
Muitos são os homens que, com medo das impermanências, se refugiam nos níveis baixos das suas escolhas. Ficam com uma previsibilidade a que chamam paz, mas que é, na verdade, uma sólida e pesada fraqueza.
A existência humana é, na sua essência, instável. Ser homem passa por viver ativamente. Assumir riscos. Saltar. Cair. Magoar-se. Sorrir. Voltar a arriscar. Enfrentar feras e esperas. Sem nunca abdicar de ser mais.
Quem não corre riscos, não vive. Ou melhor, tem uma vida estável mas que não tem valor algum... quantas preguiças e inércias se escondem por detrás de uma alegada necessidade de sossego?
A única estabilidade que interessa é a firme convicção de que a nossa vida implica um esforço constante para que nos mantenhamos de pé e... um pé diante do outro, a andar para diante... mesmo quando não se vê chão.
Nos piores momentos, há que ser capaz da esperança que garante que tudo muda... nos melhores, a lucidez da certeza que garante que tudo muda... uma espécie de constância interior perante inconstância exterior. Tudo muda.
É preciso nascer de novo a cada dia. Não há nesta vida tempo para grandes previsões. Viver é ser cada hoje.
É nas tempestades que se atesta a firmeza da nossa fé, pela determinação com que nos agarramos à vontade de ser felizes.
Só há vida quando há amor e o amor é intensidade.
O amor é aditivo, nunca subtrativo. Amar é ser mais, nunca ser menos.
É preciso largar tudo, começar do zero, vezes sem conta... esquecer os sossegos, pois que ser feliz é suportar inúmeras tragédias, rir de outras tantas comédias... mas nunca ficar quieto, como que à espera que algo ou alguém chegue para nos resgatar da lama onde estamos deitados... a morrer sossegadamente. Viver é sair destes sofás. É sorrir mesmo quando chove, ou melhor, sorrir também porque chove!
Equilíbrio, ordem, ritmo e harmonia são qualidades que podem esconder a suprema cobardia: a recusa da fé.
Longe do amor é o marasmo que até pode parecer paz, mas não é.
A excelência da vida é a sua intensidade e a coragem com que cada dia deve ser enfrentado implica que cada um de nós saiba que esta vida é, toda ela, tempo de luta intensa... ora em tristezas fundas, ora em alegrias transbordantes... uma navegação rumo ao melhor de nós... e do mundo.
Há quem não perceba que não há dois dias iguais, duas flores iguais, duas brisas iguais... vivem numa estabilidade estranha, longe da verdade, como se não percebessem que o tempo aqui gasta-se; como não se dessem conta que cada respiração é uma dádiva... que nos deixa sempre mais próximos da morte.
De que vale sonhar um paraíso se não se percebeu que é preciso conquistá-lo, na suprema bravura de entregar a isso a própria vida?
Qualquer felicidade faz-se inferno assim que nos contentamos com ela.
Não é pois a estabilidade que devemos desejar, mas a intensidade de uma vida plena.
Os caminhos estáveis e direitos não levam a lado nenhum. À felicidade chega-se pelo mais duro... onde só o amor consegue dar-nos força às pernas e fé à alma que nos segura os pés." José Luís Nunes Martins a 13/07/13

SER PENSATIVO É HOJE SINÓNIMO DE ESTAR TRISTE???....

Há uma diferença entre estar excitado e vivo. Na sociedade actual, espera-se que estejamos sempre alegres e a fazer muitas coisas, para não sermos vistos como tristes ou chatos. Ser pensativo é hoje sinónimo de estar deprimido. Tenho acompanhado pessoas, muitas delas jovens, que não conseguem sair da medicação, incapazes de sentir. De chorar. De tomar decisões. Parte do meu trabalho é acompanhá-las nesse processo, ajuda-las a viver como são, a sentirem-se vivos, presentes, merecedores de serem pensados.

Ler mais: http://visao.sapo.pt/a-paranoia-e-uma-defesa-contra-o-sentimento-de-que-ninguem-pensa-em-nos=f737239#ixzz2YylBIigZ

sábado, 22 de junho de 2013

A " igualdade de género e o divórcio"

O divórcio é sempre algo duríssimo, difícil, doloroso.

Quando há filhos do casamento finado, a dor é elevada à enésima potência.
Há casamentos "porque sim", porque está na altura de assentar, porque se gosta mais ou menos, por conveniência, para atenuar a solidão.

Há casamentos,  em que o "Sim" é uma expressão de amor profundo, de cumplicidade, amizade, compreensão e de um longo conhecimento e entrega um ao outro.

O casamento, é, para mim, um Sacramento: o último antes da extrema-unção.

Quando se casa com recta-intenção, numa perspectiva de entrega total para o bem e para o mal, quando duas pessoas se unem perante Deus dando testemunho do seu amor... e , mais ou menos de repente, um dos esposos é surpreendido com uma deslealdade imperdoável, por muito que se creia em Deus, por muito que se respeite o Santo Sacramento do matrimónio..... o amor-próprio, a dignidade do traído fica de tal modo ofendida e destroçada que não permite outra solução... que não o divórcio: por mais que custe, que doa, por mais que se sinta que o chão  foge debaixo dos pés como se toda a vida deixasse de fazer sentido.

Dói muito,  mas Jesus Cristo disse:  " Amai o próximo como a vós mesmos".
_Como me posso amar se permito que me desfaçam a vida? Como me posso amar se me sinto um tapete usado e pisado pelos pés de quem amei????_

É por isso que as pessoas se divorciam: porque gostam delas mesmas, porque se amam, , porque sabem que persistir num casamento de aparência e sem confiança é pior do que 10 maus divórcios!!!

A questão é: como é que o homem e a mulher vêem e sentem o divórcio????

Em 90 % dos casos, o homem sai de casa, dedica-se ao novo amor, à carreira, ao trabalho, à sua vida pessoal, ficando "obrigado" a contribuir com a "famigerada" pensão de alimentos e com visitas de 15 em 15 dias,  aos filhos.

Assim, em 90% dos casos, a mulher fica a braços com os filhos para criar, normalmente só, sem ter a quem recorrer se um deles se enche de febre a meio da noite ou se a professora telefona a dizer que o filho faltou. É a mãe que está lá, que tem que resolver, que vai, que corre , que percorre, que pede, que consulta, que os mete no carro,  que os leva a arder em febre para o hospital mais próximo, que falta ao seu emprego quando eles adoecem ou quando, como encarregada de educação, têm que comparecer a reuniões escolares.

Está explicado porque as estatísticas indicam que, apesar de haver mais licenciadas do que licenciados em Portugal, são normalmente os homens que atingem o topo da carreira.

E como é que a sociedade encara o divorciado e a divorciada??.......

Com indulgência se o divorciado sai de casa para ir viver com outra, mais bela, mais jovem ou mais...endinheirada;
Com compreensão,  se o pai, é pai de 15 em 15 dias,  ou apenas umas horas por semana.
 _Tenho primos que já se casaram 4 vezes: é tudo normal!!!_

Como se olha para uma mãe divorciada????.... Primeiro com comiseração ... (coitada)!
Depois com o eterno bom conselho: " dedica-te aos filhos, vive para os teus filhos"_ como se fosse preciso dizer tal, quando é a mãe que pede o "poder paternal"!!!_

Finalmente, quando os filhos adquirem alguma autonomia e a mãe se começa a sentir  só pressentindo que a vida passou por ela mas ela não passou pela vida,  com recriminação: "quantos namorados já teve depois de se divorciar???...." Cuidado! não apresentar aos filhos o namorado antes de ter certezas de que é para sempre!!! 

Cuidado!! Cuidado!! cuidado!!!

Estranho também,  é a maneira como os homens falam das ex-mulheres!

A maioria dos meus amigos divorciados dizem-me " não, ela nunca mais teve ninguém"... Mas porquê??? Fez voto de castidade????_ " Ai, não, sei lá, dedicou-se aos filhos e nunca mais quis ninguém!!! Não sei... " e despedem-nos com ar enfadado.

Há também o extremo!! O extremo de o ex- marido achar que a ex-mulher tem o dever de lhe pedir autorização para refazer a sua vida!!! E com esse extremo vem a retaliação!!!

Tem namorado?? Então ele que que pague a pensão de alimentos!! 

E há o "extremo taliban": és minha ex-mulher mas pertences ao meu harém!.. "Dou-te tudo o que tu quiseres se atenderes aos meus desejos!!" _ Onde é que eu já vi este filme??;)_

Depois... há os que se divorciam e ficam infelizes para sempre! Aí, sofrem os filhos, os desgraçados que não pediram para nascer,  vêem-se jogados numa guerra de nervos, numa tensão emocional insuportável como carregando sobre os ombros o dever de não defraudar nem o pai,  nem a mãe.

Vão ao pai,  mas omitem à mãe o que viram, assistiram, ouviram. Escondem até algumas vezes quando o pai irresponsavelmente os vai, por exemplo,  buscar sem autorização da mãe, obrigando-os a faltar a aulas ou ..whatever!....
Fazem a mãe perder a cabeça quando é informada pela directora de turma destas "pequeninas" grandes mentiras, obrigando-a a castigá-los pela mentira que se sentiram obrigados a assumir!

Pois é meus amigos!!!!
Não há igualdade de género nesta questão de divórcio!!!!

Assumamos: não estamos assim tão longe da Arábia Saudita no que concerne aos direitos das mulheres!!!

Corre, infelizmente, muito sangue muçulmano nas veias dos homens portugueses do século XXI.

Isabel.


EMPATIA

Os psicólogos dizem que os psicopatas são incapazes de sentir empatia, de compreender que " o outro" está a sofrer, alegre, feliz, etc... Como se  houvesse um muro entre a mente do psicopata e de uma pessoa normal.

Empatia é a capacidade de "perceber" as emoções dos outros, e eu acrescentaria até, sofrer com eles, ou seja, sentir compaixão!

Odeio a palavra pena: é, para mim, o pior sentimento que se pode ter por alguém;
Gosto da palavra "Compaixão".... Como ouvi uma vez um padre/teólogo, dizer, "compaiixão" é "sofrer com"!

Até que ponto os outros percebem a nossa empatia ou a sentem por nós??.....
Até que ponto o outro vê o punho que nos esmaga o coração quando nos diz que tem um filho a sofrer, que está desempregado ou que....a vida está virada do avesso??? Até que ponto nos é legítimo dizer que lamentamos algo que correu o mal, sem que...o outro possa pensar que...o consideramos "um pobre coitado" ou temos pena dele???.....

E quando é connosco??.....

Até que ponto,  o outro entende a nossa dor e solidão,  sem sentir pena...Mas compaixão????

Isabel

PREFÁCIO

PREFÁCIO

A minha maior amiga de infância, pintora,  mas daquelas pintoras a sério, discreta e que não gosta de aparecer em revistas, disse-me várias vezes, talvez porque nos conheçamos há mais de 40 anos:

“ Isabel:escreve! Tu tens um dom! Não sejas preguiçosa! Confia em ti mesma!!Escreve um conto ou… Um romance.. Ou ensaio… Mas escreve!!!!Tu tens um dom!!”

_ Achei que ela disse isto porque gosta de mim, de algumas coisas que eu terei escrito e...que me quis dar um objectivo! Isso… Um objectivo!!!

_ No outro dia fiz um teste qualquer na net,  que me disse que eu era “CRIATIVA!_

Fiquei espantada!!! Eu?? Criativa ? Como?... Está tudo doido??....
Não sou de letras, nem de artes, nem nada dessas coisas!!
Sou das Ciências exactas, das biologias, quimicas, matemáticas!!
Foi isso que aprendi toda a vida!!
Como posso escrever um conto??....

Depois, pus-me a pensar…..Sim!…. Era giro ter um objectivo, a “goal” como dizem os britânicos.:)
Mas…Vou escrever sobre quê????
A minha auto-biografia??... Não tem interesse nenhum… Além de que acho que ainda não morri!!!
Sobre o meu trabalho? As coisas que gosto? Campo, cavalos, monarquia, Biologia????......
Não!!! Há quem escreva muito melhor sobre estes temas: os especialistas.
Talvez me apeteça escrever sobre pessoas… e eu sou uma pessoa… Portanto, a minha marca,estará aqui!!
Pessoas….

O que vejo,o que observo… O que leio, o que experiencio.
Isso: vou escrever sobre pessoas.
Hoje vou escrever sobre pessoas porque é isso que me apetece.
Há uma frase conhecidíssima que diz que  a maioria das pessoas não vive, limita-se a existir.

Concordo em absoluto.
Estou…Viva!
Mas vejo tantos mortos-vivos, zombies…por aqui, por aí, por ali….
São aqueles que são parcos em adrenalina: trabalho, casa_ casa trabalho… De vez em quando umas bebedeiras, uns copos, umas ganzas e umas “transas”.
C’est tout!
Podemos chamar a isto, Viver?...Viver com V maiúsculo???....

É impressionante como algumas pessoas não têm a mínima ideia da Graça que é... de estar vivo! Que não têm a mínima noção que o Tempo passa por elas… E elas não sentem! Não sentem NADA!

Como zombies, estão mortas e não perceberam!!!

Faço minha sas palavras do José Régio:  “AMAR OU ODIAR. Amar ou odiar: ou tudo ou nada! O meio termo é que não pode ser. A alma tem d'estar sobressaltada.”

A minha Alma  TEM de  estar sobressaltada!!! Que coisa bela!!!!! Que coisa fabulosa!!!! Mas que coisa… Esgotante!!!!.....

Tenho que sentir o coração a 200, o cérebro no vermelho a inebriar-me de adrenalina!…..
É desse cansaço,  dessa Alma sobressaltada que a maioria das pessoas têem medo.

É demasiado: como fazer bungy-jumping!!!!

Pois é!!!Pois é…. É por isso que as pessoas, confortavelmente se deixam andar entre "amores pela metade", "paixões assim-assim"….Entre uns futebois aos fins de semana e feriados, entre umas bocas ao político mais ridículo…Entre umas ganzas e “tranzas”inconsequentes.....

Não quero nada disto meu Deus!!
Eu quero tudo consequente!!!
Tenho pressa! Tenho pressa como o coelho da Alice!
A vida é uma vela que a mais leve brisa apaga!

Quero amar, odiar, ser amada, ser odiada, montar um cavalo puro-sangue, acelerar numa mota a 200,  levantar voo num dia de chuva, no meio do nevoeiro e ultrapassar as nuvens!!!!
Não quero o rame-rame do meio-termo, do amar este ou aquele “à falta de melhor”!! Quero tantas coisas que os meus neurónios tilintam como numa central telefónica, baralhando tudo e tornando a dar…e a partir!!!

Espanta-me que as pessoas não tenham a noção da perenidade e da fragilidade da vida!!Vivem como se fossem eternas,  aqui!!!!!

Vivem,formigas soldado , abelhas obreiras, cigarras, whatever!!!....

Há uma espécie de borboleta que só dura um dia. E nesse dia,  ela tem que fazer tudo!!!!
Acho que me identifico com ela!

Isabel.

domingo, 9 de junho de 2013

A minha homenagem à Ciência das Ciências!!! ( Não! Não é a matemática: essa é a EXACTA!:)))

A minha homenagem à Ciência das Ciências!!! ( Não! Não é a matemática: essa é a EXACTA!:)))

de Isabel Quelhas Ribeiro (Notas) - Domingo, 9 de Junho de 2013 às 22:26
A minha homenagem à Ciência das Ciências!!! ( Não! Não é a matemática: essa é a EXACTA!:)))

Depois de ler metade do livro do Dr. João Lobo Antunes,  (só vou a meio pois comprei-o há 4 dias), fiquei muito sensibilizada pelo modo como ele demonstrou o discernimento de considerar a medicina , a mais jovem das Ciências.
Isto ,porquê??....A Matemática e a Estatística contribuíram para o conhecimento da epidemiologia das doenças. A Biologia e a Física contribuiram para o conhecimento molecular da medicina o que veio influenciar desde a nutrição…ao uso das nanopartículas!!!
Quem não se lembra das “sangrias” que matavam mais do que curavam??? Quem não sabe que as  1ºas mastotectomias realizadas no início do século,  eram feitas a sangue frio??... Que não se faziam cesarianas pois não havia meios de desinfecção????..
Depois, surgiu Pasteur (quimico e microbiólogo)…. que não era médico!!...Jenner com as suas primeiras vacinas!! Flemming com a descoberta ocasional da penicilina....E aí….Os médicos deixaram de ir para a sala de cirurgia de fato e casaca que usavam na rua, para usar batas e equipamento desinfectado!!! Que grande salto…No final do século XIX!!!!!!
Mais tarde,já nos anos 50, acabou-se com o terror da tuberculose com a eritromicina (corrijam-me se estou errada), nos anos 60,  Watson e Crick descobriram a estrutura helicoidal e lindíssima da molécula de DNA…
E depois…Foi por aí fora!!!:)… By the way, sabem que muitos dos citostáticosainda hoje muito usados,  como  a vincristina provêem de uma Planta denominada pervinca??? Ah pois é: é aquele veneno horroroso que se injecta nas veias de quem faz quimioterapia….
Segundo sei, o 1º citostático usado era um derivado do gás mostarda usado na 1ª  Guerra Mundial!!!
É aqui me assusto: …..Os últimos citostáticos patenteados datam dos anos 80, valha-me Deus!!!!
Como se evoluiu tão pouco no tratamento do cancro??... Hoje sabemos que as células cancerosas desenvolvem resistencias aos ditos citostáticos e que… o cancro…Não é uma doença!! É uma panóplia inumerável de doenças que já me levaram parte da família e pelo menos 6 amigos de infância e faculdade!! Odeio esta doença. Peçoa Deus, todos os dias que me deixe morrer de enfarte rápido!!!;)_ Eu que já tive um meningioma do tamanho de uma ameixa a comprimir-me o cérebro..upsss!!!!_
Com 20.000 genes presentes nas nossas células somáticas….Quais ou quantos são os genes envolvidos no despoletar de um cancro, das suas metástases, do desenvolvimento da  resistência à quimioterapia?????
_O amor por esta “nova ciência” corre-me nas veias! O meu avô paterno andou em medicina até ao 3º ano e casar com a minha adorada  avó,  sua colega de faculdade mas no curso de parteiras. Tenho 2 primas direitas médicas do lado paterno e uma do lado materno._
Quando acabei o propedêutico, concorri para medicina, mas com as confusões da altura,no liceu de Coruche nem havia explicadores, fui parar a Engenharia Zootécnica,curso pelo qual me apaixonei completamente!!!
Não fazendo propaganda à minha licenciatura, posso dizer que me deu uma visão mais "holística" sobre um bocadinho de todas as Ciências!!! Físicas, Quimicas, Bioquímicas,Biologias, Botânicas, Culturas arvenses, Pastagens e forragens, Higiene  e sanidade I e II em que estudámos desde os tumores até ao que acontece a uma vaca submetida a altas ou baixas pressões(quem é que vai pôr uma vaca no fundo do mar?;)…. e depois as Infecto-contagiosas:um livro de 700 páginas….Desde a etiologia, patogenia, prognóstico etc…), Economias, Planeamento de empresa agrícola,  Genética, Melhoramento animal, Nutrição e alimentação…_ (Nesse campo…pomos os veterinários a um canto!;)_,   Inglês técnico (LOOOL)))… Desenho Técnico, Motores e tractores, Projectos… etc etc etc…Suei estopinhas com a minha pouco amada matemática… Mas valeu imenso a pena!!!!Depois vieram as cadeiras específicas: bovinicultura, suinicultura,ovinicultura, capricultura, equinicultura… Aí surgiu a paixão!!
Não interessa: o meu curso, demasiado ecléctico e mais virado para a investigação, instilou-me o gosto por saber sempre mais, mais mais….!!!
Quandoa cabei o curso, o pai disse-me: “ Isabel, tu, não sabes nada! Mas sabes em que livros  procurar o que precisas!!!!!”_Grande verdade!!!:)
Mais tarde,como professora de Biologia, percebi que era preciso saber muito bem paradepois ensinar!! E aí… Surgiu a paixão pela Biologia no 1º ano em que leccioneio 11º ano!!
Uma coisa écerta: a medicina, já dizia o meu avô, é uma ARTE!!!
Não é paraqualquer um: exige um dom, um olho clínico, uma enorme capacidade de empatiacom o doente!!! Diz , Lobo Antunes neste livro que um antigo médico dizia. “Antes de estudar a doença, estuda o doente!”
Sei que há estudantes de medicina… que afirmam “não gostar de pessoas”. (Disse-me uma miúda que está a terminar o curso;)
Estranho. Que pensariam  se  um veterinário ou zootécnico disesse que não gostava de animais?? Ou um jardineiro afirmasse que não gostava de plantas????
Em tudo na vida, é preciso gostar! Gostar do que se faz!!
Eu gosto de ensinar quando tenho alunos que querem aprender!!! Eu gosto de despertar curiosidade e vontade de saber mais!!!
_Mas isso é outra história,  e quem vai para a escola obrigado e despejado pelos pais, enxarcado em ritalina, dificilmente se interessará pela constituição de uma célula. Adiante._

Cá para mim,hei-de ter 70 anos (se lá chegar),  e ainda hei-de ter esta vontade de aprender,saber, esta eterna curiosidade pelo mais fabuloso Mistério do Universo: A VIDA!

Obrigada a quem tiver pachorra de me ler! 

Isabel.

sábado, 8 de junho de 2013

COMO SE DIZ O AMOR? (Texto de José Luís Nunes Martins in Jornal i)

Como se diz o amor?
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As palavras longe de serem conciliadoras servem, na maior parte das vezes, para nos desentendermos

Confiamos demasiado nas palavras. Acreditamos que com elas podemos descrever estados interiores, consideramos que os outros que as ouvem interpretarão de acordo com o sentido que lhe atribuímos... temos por certo que as palavras nos expressam bem. Que podemos até fazer milagres com elas...

As palavras são excelentes instrumentos de pensamento. Nomeamos e, partindo desses sinais, pensamos tudo, gerimos conceitos em busca de uma compreensão profunda do mundo e de nós mesmos. Para, no final, partilharmos tudo isso através de palavras.

Mas o Homem é bem mais que o conhecimento de que é capaz. E se nem sequer os nossos pensamentos podemos traduzir inteiramente por palavras, importa compreender que no teatro das vidas, há muitos cartazes que são o contrário das peças que apresentam!

Há um limite claro à bondade e eficácia das palavras: os sentimentos. De natureza diversa das ideias, são mais profundos e têm vida, são dinâmicos numa fluidez que não se deixa aprisionar nas gaiolas de pedra que são as palavras. Não se pode mentir sobre o que se sente, tal como a verdade não se pode também dizer. O sentir profundo é inexplicável e indizível.
As palavras longe de serem conciliadoras servem, na maior parte das vezes, para nos desentendermos. O mundo de quem diz imprime um valor às (suas) palavras que não será o mesmo que lhe dará quem as ouve, uma vez que o mundo deste é sempre outro... há que confiar mais no que se sente e menos nas palavras. Aprender a escutar não o que se diz, mas o porquê silencioso de ter sido dito.

São sempre demais as vezes em que se diz demais... palavras leva-as o vento, mas por vezes voltam em forma de feias tempestades...
Talvez porque haja muita gente que julga que é capaz de se colocar completamente em palavras... como se fosse possível uma vida humana caber num discurso, por maior e melhor que este fosse... existimos em solidão e apenas em raros casos partilhamos a vida de forma autêntica, mas sempre pelas nossas obras, nunca pelas palavras, por mais belas que sejam as suas promessas...

Quantas vezes falamos apenas para tentar minorar o medo de sermos sós?
As palavras ajudam-nos a compreender, mas podem estragar-nos o sentir. A verdade habita em mim, não se diz... O que acontece quando um coração cheio tenta expressar-se por palavras? um conjunto de disparates que vale apenas pela intenção poética de lançar aos ventos a alegria que lhe transborda do íntimo. Quando uma dor (não física) me faz sofrer... que posso eu dizer?

As palavras valem pouco. A sua dignidade radica na de quem as profere ou nos sentidos ou sentimentos que prometem transportar.
Os poetas refugiam-se muitas vezes na fantasia, talvez porque a realidade seja incomparavelmente mais rica e admirável... e menos credível! O real será sempre mais magnífico que os sonhos... mas as ilusões, porque se controlam, podem sempre ser podadas para caber dentro do dicionário.
As razões do mundo passam pelas palavras. Mas importa aceitar que, quando se trata das paixões mais profundas, é a presença que conta. A existência concreta fala por si só... pois tudo quanto se possa dizer é necessariamente mentira.

As palavras simples, das quais ninguém precisa de explicação, serão as únicas que importa dizer. Pois só estas sobrevivem nas montanhas de ruídos da nossa vida quotidiana. Um "sim" ou um "não" podem ecoar na eternidade dos silêncios da nossa intimidade.

O amor diz-se na originalidade da obra que é a vida de cada um de nós.
Investigador
Escreve ao sábado

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Manual de boas maneiras para “Grunhos”, licenciados e cheios de "pergaminhos"


Manual de boas maneiras para “Grunhos”, novos e velhos.

Caros amigos/as, apesar de haver tantas coisas que eu acho naturais e quase inatas, verifico que há regras de convivência e boa educação que ainda ninguém conhece e que mesmo com 50 anos e  não sei quantos cursos superiores,  ouviram falar!!!
Tive a sorte de ter nascido numa família onde nunca foi preciso explicitar certas regras: bastava olhar para o exemplo!!
 Por falar em exemplo,aqui fica um: no domingo fui à missa com as minhas 2 filhas e quando o senhor Padre nos propôs dar a paz com um beijinho , (à pessoa que está mais próxima, não me parece que se deva incomodar toda a gente para ir dar uma beijoca a umamigo que está 3 filas atrás), eu dirigi-me à minha melhor amiga e dei-lhe um beijo. Imediatamente, as minhas filhas, sem que eu tivesse sequer olhado para elas me seguiram o exemplo e cumprimentaram a “tia” – amiga da mãe de há muitos anos.
Isto é inato, digo eu.
Mas, não estou AQUI para falar de mim,  mas das regras de convivência fazendo aqui um pequeno resumo do manual de boas maneiras que parece que não vem na internet:

1)     Não se entra na casa de alguém ou numa sala de aula,  de boné na cabeça nem a mascar pastilha elástica;
2)     Ninguem se deve sentar numa sala de aula ou na casa de outra pessoa como se estivesse esparramado na praia!
3)     Não se come de boca aberta.
4)     Não se diz  “vem para a mesa que o “comer” arrefece,_comer é verbo_, mas sim, COMIDA! _ Ui… (São tantos apanhados por aqui!;)LOOLJ))
5)     Um homem levanta-se SEMPRE ,  a não ser que esteja em cadeira de rodas, para cumprimentar uma senhora,  e uma senhora levanta-se sempre para cumprimentar uma senhora mais velha.
6)     Nas portas, elevadores e passagens,  dá-se prioridade aos mais velhos e às senhoras _ SEMPRE.
7)     Quando se convida alguém para almoçar ou jantar,desde que não haja combinação prévia contrária, quem convida, paga.
8)     À mesa,  ninguém começa a comer sem que A PESSOA que preside à refeição: afitrião/ã, ou  a senhora mais velha,  pegue no talher.
9)     À mesa,  os homens servem os vinhos/bebidas,  ( não é preciso de dizer que o copo não se enche até ao cimo, pois não?;)
10)  É de bom tom,  que nos primeiros encontros, um cavalheiro abra a porta do seu carro a uma senhora.
11)  Um homem,  tira sempre o chapéu quando cumprimenta uma senhora;
12)  A sopa não se sorve!
13)  Não  se gesticula com os talheres_ (acho que ninguém precisa de ser informado que não se deve comer de “asas abertas” acho euJ)

14)  No final da refeição, ninguém se levanta sem pedir autorização a quem preside à mesa.
15)  Num restaurante (e idealmente até em casa), um cavalheiro deve ter o cuidado de puxar a cadeira para a senhora se sentar proporcionando-lhe o lugar com melhor vista;
16)  Na rua, no elevador e nas escadas, diz-se bom dia e boa tarde, seja ao rei seja ao varredor de ruas!

17)  …..Relativamente ao FB nunca se “rouba” fotos pessoais de um amigo/a sem lhe pedir autorização!!! _(fotos pessoais, são fotos do próprio ou defamiliares!!! Há pesssoas que não entendem o que é uma foto pessoal, sorry!)_.
18)  Quando alguém comenta algo que escrevemos,convêm mostrar que o lemos, colocando um simples “gosto” ou…comentando.
19)  Se nos colocam algo no mural que não apreciamos especialmente, antes de retirar, agradecemos.
20)  ..Como não me estou a lembrar de mais nada, fica aqui a minha “nota”, aguardando que os meus amigos e amigas tenham a simpatia de acrescentar e enriquecer!

Obrigada e uma boa tarde a todos e a todas!!!!

PS: eu também falho, obviamente!! Agradeço que quando tal aconteça me chamem a atenção para que tenha oportunidade depedir desculpa!!!
iSABEL

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Ao Ministro da Educação , Nuno Crato.

EX.º Senhor Ministro de Educação, Nuno Crato:

Adoro dar aulas A QUEM QUER SABER, APRENDER e CONHECER!
Adoro falar de Biologia, Quimica, Matemática, mas adoro, ACIMA DE TUDO, falar das coisas que SEI, aprendi, e nas quais me formei!!!!
Isto para chegar ao seguinte:
Nos anos lectivos anteriores, existia uma “área curricular não disciplinar” denominada “ Estudo Acompanhado”, que era leccionada a uma ou várias turmas nossas, cujos alunos conhecíamos e cujas dificuldades e dúvidas tentávamos colmatar e esclarecer.
Esse tal “ Estudo Acompanhado” era leccionado por 2 (dois) professores, um da área das Ciências e outro da área das Letras.
Para reduzir os professores, o excelso ministro resolveu acabar com esta disciplina, com a qual eu concordava, apenas com uma ressalva: só AS DEVIAM FREQUENTAR OS ALUNOS REALMENTE INTERESSADOS!!!
Bom!
Sua excelência resolveu substituir o “Estudo Acompanhado” por uma coisa que não é nada, chamada …. “Apoio ao Estudo”.
Que é que acontece??... Obrigam os miúdos a “gramar” mais 3 horas à tarde, formando pseudo-turmas com elementos de várias turmas, (alguns alunos eu nem conheço, nem são meus), e em que os professores que dão apoio… São escolhidos.. ao calhas!!
Ora bem, já aconteceu os miúdos estarem com 2 professores da mesma área..ou por exemplo estarem com uma professora de Ciências e outra de Educação Física!
Qual é o nosso papel?... Estar lá, ajudá-los a tirar dúvidas e fazer os trabalhos de casa, certo??
Que é que acontece??... Há alunos que têm dúvidas de História, outros de Português, outros de Inglês, etc…
Agora expliquem-me: quando estão presentes uma professora de Matemática e Ciências e outra de Educação Física e os miúdos têm dúvidas , por exemplo de Português???.....Como é???....
Eu sei Português! Sei escrever e sei falar!! A minha colega idem!!... Mas… A gramática que demos, é completamente diferente da que se lecciona agora!!
Quando nos pedem, por ex.º, para dividir uma frase no “sintagma nominal”, ou “sintagma verbal” ou “adverbial”… Ficamos , literalmente em palpos de aranha!!!!
Temos 2 hipóteses: ou vamos aos livros deles e “tiramos umas pelas outras”, ou consultamos a net, ou procuramos um colega professor de Português para esclarecer as nossas próprias dúvidas para posteriormente ensinar os alunos!!!_ Isto numa “aula de 45 minutos, ao final do dia, em que tanto profs como alunos estão estoirados!!!
_Mas eu agora sou polivalente e tenho que saber explicar a gramática que não se parece nada com aquela que estudei???....
Eu agora sou alguma máquina que além de Biologia tenho que saber ensinar gramática portuguesa???...._
Oh caro Crato!!!
Faço-lhe um convite!!!
Venha um dia dar aulas por mim!! Só preciso de um dia!!

Atentamente:

Isabel Maria S. S. Quelhas Ribeiro.