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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Cardápio de mães


Se há amor impossível de quantificar, definir, pesar ou medir..é o amor de mãe.

Nada que se compare.... Com nada.

Pelos filhos, dá-se a vida sem pensar um segundo,

mesmo quando quase nos matam para nascer,

nos desenham olheiras pelas noites roubadas,

nos põem o peito a jorrar sangue,

nos levam à exaustão com as birras,

à falência com as "actividades", psicólogos e pediatras,

ao quase enfarte do miocárdio quando adoecem e não sabemos o que têem,

às preocupações com as aprendizagens e ...

à quase loucura quando nos fazen lutar por eles em caso de divórcio.

Depois vem a adolescencia e as típicas mudanças de humor de 10 em 10 minutos,

as exigencias,

as respostas "tortas",

as incompreensões,

as saídas com amigos (com horas marcadas e nem sempre respeitadas)...

E a sensação de espanto pelo quão depressa cresceram e.....

nos deixaram sós.

_Conheço mães que têm 2 ou 3 casamentos:

os filhos do 1º matrimonio, estão com o pai,

os do 2º com os tios e ...

o mais novo em casa....da mãe de todos.

Conheço mães que abdicam.

Conheço outras que enfiam em casa namorado novo atrás de novo namorado,

"obrigando" os filhos a fazer parte da "novela",

impingindo "gabirus" como quem obriga a comer a sopa ou a tomar o xarope._



Se calhar sou antiquada e desadequada,

Se calhar estou apenas cansada e só.

Provavelmente sou só uma mãe estúpida e aparvalhada.

Não pergunto se valeu a pena:

as opções de coração aberto e escalpe à vista são inquestionáveis.

Sempre e para sempre, mãe._ pela mãe que tive e me ensinou a ser.

Isabel