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domingo, 2 de outubro de 2011

Ser Mãe







SER Mãe



Quando a minha mais velha nasceu, recebi a visita de várias amigas, quais fadas madrinhas. Uma delas disse-me uma frase que me ocorre frequentemente e que creio que por muitos anos que viva, jamais esquecerei:
_” Belinha….. Não há nada que se compare ao amor que sentimos pelos filhos!! São os únicos seres plos quais damos a vida sem hesitar! Por muito que amemos os nossos maridos…..Se nos pedirem para dar a vida por eles, ainda pensamos duas vezes; pelos filhos, nem um segundo.”
Frases mais certa não existe: os casamentos desfazem-se mesmo que neles ainda exista amor, as amizades apagam-se por circunstâncias da vida…. Mas o amor maternal é eterno e incomensurável.
Mesmo quando chega a adolescência e eles nos tratam como perfeitos ignorantes e nos falam como se tivéssemos a idade deles….ao ponto de nos dizerem: “ oh mãe, vai-te tratar!”_ e aí a dor que nos infligem é tão profunda e tão grande como uma espada que nos atravessa o coração ao ponto de naqueles momentos preferirmos mil vezes um camião de 100 toneladas em cima, do que aquela dor que nos esmaga o coração_....

Os amigos aconselham-nos: “ Não ligues!...É próprio da idade!! Releva!! Issa há-de passar… Na minha casa é o mesmo!....Nós na nossa idade… blablabla…. “_ Quem é mãe, sabe.
Depois a coisa complica-se…Quando há um divórcio, já por si complicado.
Complica-se porque o lado paterno não chateia (as filhas): afinal…que há para chatear quando se está um dia e meio por semana??.....
Depois há a ciumeira natural de quem ama demais e que os filhos entendem como embirração, desequilíbrio, whatever.
Sim: é a nós que compete estar sempre no pedestal de mães impecáveis quase Nossas Senhoras de trazer por casa, sempre compreensivas, bem dispostas, mães e braços abertos…. E depois há as bocas foleiras: “ estás sempre cansada!”_Que doiem que nem espinhos cravados na testa de Cristo_ Deus me perdoe a comparação.
E depois….. Há a constatação de que a Força da mãe foi herdado por uma das filhas…(maldita genética) : “antes quebrar que torcer”.
Errei filhas…. Errei por vos amar demais e por vos querer demais.
Errei por não estar sempre paciente e de braços abertos.
Errei por ter momentos em que me apetece partir a louça toda.
Errei por descarregar as más disposições de um divórcio do qual não foram culpadas.
Agora pergunto-vos: que mais posso fazer????.....
Só uma única coisa: Falem, ensinem-me a ser melhor mãe. Ensinem-me a abrir os braços como Nossa Senhora…… Mas não se esqueçam: se me amam, para que isso aconteça não se calem e não me digam nunca: “não temos mais nada a falar!”.
Infelizmente , nasceram sem manual de instrução, minhas filhas.
Concentrem-se, aliás, concentremo-nos no que de bom vivemos, partilhámos…e pensemos no que de bom ou de mau nos resta partilhar…Porque a vida é tão curta….e o Amor de mãe….. Infelizmente, é daqueles que só se sente quando se perde.

Beijos.
Mãe.

(Isabel)