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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

INTOLERÂNCIA, NARCISISMO OU SAUDÁVEL AMOR PRÓPRIO??


INTOLERÂNCIA, NARCISISMO OU SAUDÁVEL AMOR PRÓPRIO??

Conheço pessoas que vivem toda a vida amarradas a carrascos que transformam as vidas dos que com elas convivem, em autênticos pesadelos.
Mulheres traídas ao longo de 40 anos de casamento; mulheres agredidas, violentadas, rebaixadas; pessoas que dão tudo por tudo… sem nada receber em afecto, carinho, ternura, apreciação.
Não consigo ser assim com ninguém, nem no campo da amizade e muito menos no campo amoroso.
Há quem diga, que para amarmos alguém, temos que ter capacidade para nos amarmos a nós mesmos.
Eu acredito que sim.
Não é possível dar incondicionalmente amor e compreensão a quem não nos ama nem nos respeita.
O meu ex marido, pai das minhas filhas, amor da minha vida, foi-se de armas e bagagens, assim que descobri que enquanto eu tratava das crianças e o esperava em casa, ele se passeava com outra mulher.
De facto, casei-me pela Igreja e nunca me passou pela cabeça a palavra divórcio. Pensava que “isso” era daquelas coisas que só acontecem aos outros. Quando me apercebi da situação, senti que o chão me fugia debaixo dos pés.
Como dizia um filósofo, podemos esquecer as alegrias e as tristezas mas nunca poderemos esquecer COMO nos fizeram sentir.
Eu nunca me esquecerei, e Deus me perdoe, jamais perdoarei, a maneira como aquela pessoa me fez sentir: sem valor, diminuída, mal-amada.
Um amor dirigido a quem nos magoa, é um amor doentio: ao dedicar esse tão nobre e precioso sentimento a quem não sabe, não pode ou não é digno de o receber, estamos a amesquinhar-nos; estamos a matar-nos por dentro.
Nunca deixei nada atravessado na garganta: quando “expludo” sou dura, curta e incisiva. Cirurgicamente, disseco as emoções e livro-me das toxinas.
Gosto muito de mim, embora,… tenha milhares de crises de auto-estima.
Quem me maltrata, não merece sequer, um segundo olhar.
Prefiro a dignidade de uma solidão escolhida, à companhia de uma relação sofrida.
Há quem me chame intolerante… É uma psico-análise tão válida como qualquer outra.
No entanto, não é essa a avaliação em que me revejo: nascemos para Viver, ser felizes, em última análise para amarmos e ser amados.
A vida é demasiado curta para perdermos tempo com quem não nos merece.
Estou a ler o livro “Mulheres que amam demais” e tenho constatado que essa realidade é transversal a toda as classes sociais, idades, profissões e géneros.
Conheço homens que rastejaram atrás de mulheres que os transformaram em autênticos farrapos humanos: sem auto-estima, sem coragem e sem força anímica para prosseguir, até no campo profissional.
Essas pessoas condoem-me porque perderam a dignidade.
Só conheço e reconheço dois amores incondicionais: O de Cristo e o amor pelos filhos.
O resto….Que Deus me perdoe, é doença mental.

Isabel