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sábado, 26 de janeiro de 2013

TUDO PASSA


“Nunca nada é sempre assim... Talvez a impermanência seja um princípio de harmonia. Quando se aprende a viver a mudança, sem estar contra ela, fica-se em harmonia com todo o universo. Cada um de nós faz parte da ordem essencial das coisas, trazendo à vida uma contribuição única. A magnífica beleza do universo advém desta diversidade de pequenos nadas. Quase insignificâncias. Mas tal como as gotas de água fazem um mar, também a nossa existência é feita destes quase insignificantes gestos, pensamentos e emoções. Actos livres, dos quais somos sempre inteiramente responsáveis. Um universo inteiro num homem só.
Qualquer momento, pessoa e gesto é sempre valioso, porque contém em si a essência imutável de tudo: O amor.
Se vivemos num paraíso ou num inferno é, tantas vezes, uma simples questão de perspectiva. Há quem em tudo veja mal e quem em nada o consiga descobrir. Mas compreender o mundo passa por perceber que os nossos olhos, tal como as nossas mãos, contribuem decisivamente para fazer um mundo bom ou mau. O mundo, afinal, sou eu.
Temos uma vida, uma só. Mas muitos julgam que há sempre muito tempo e, por isso, tantas vezes, decidimos adiar o importante para desperdiçar tempo com o que pouco vale.
O bem, o amor, deve prevalecer sobre todo o mal. Mas neste mundo, a harmonia resulta de uma luta que se ganha e se perde a cada instante. Não nos deslumbremos com os bons minutos, nem esmoreçamos com as horas más...
Que se fixe e se repita, quantas vezes for preciso, até que o mundo fique aos nossos olhos tal como realmente é: Nunca nada é sempre assim.”
José Luís Nunes Martins
Investigador

Escreve ao sábado