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domingo, 29 de novembro de 2009

A propósito da eutanásia


CONVERSAS EM FAMÍLIA

Este fim-de-semana fui passá-lo a Lisboa, a casa de uma das minhas queridas primas que por acaso é médica. À hora de almoço, a propósito já não me lembro de quê, a minha filha de 15 anos disse que se pudesse votar no referendo votaria a favor da eutanásia pois, como dizia um escritor famoso, " o corpo é um instrumento musical que só deve existir enquanto produzir música".
A minha prima não mudou de cor porque já ouviu muitas coisas ao longo de 30 anos de práctica de medicina, exercendo a especialidade de medicina interna em dois hospitais. Calmamente, virou-se para a Maria e disse:
_ " Uma das coisas que aprendi enquanto profissional, é que em medicina não há certezas de nada!!! Lembrem-se só do caso daquele rapaz belga, que viveu 20 e tal anos em estado de coma, classificado profundo!! Pensava-se que ele estava em estado vegetativo e no entanto, ouvia tudo o que se dizia à sua volta!!... Imaginem o que é estar presa num corpo que não se pode manifestar e ouvir um grupo de médicos, dizer: esta pessoa o que é que está aqui a fazer?? A consumir recursos?? A dar despesa aos contribuintes?? Vamos desligar-lhe as máquinas!!"_ e continuou: " Eu, enquanto médica nunca colaborarei num acto desses!!"_
Depois contou diversas histórias.... Pessoas em desespero de causa que querem morrer..e chegam ao hospital arrependidas...E, é tarde demais...
O sofrimento, por vezes terminal, leva-nos a querer deixar este corpo que já não toca música.
No entanto, a evolução da Ciência, tem permitido que cada vez haja mais panaceias para aliviar esse mesmo sofrimento físico e psíquico. O sentir-se amado, desejado, como aquela mãe amou aquele filho em coma, durante 24 anos, pode fazer Milagres!!

Todos temos momentos de desistência, de faqueza. Os fortes, são aqueles que apesar de tudo e contra tudo, os enfrentam.

Deus determina a hora do nosso nascimento. Só Deus pode determinar a hora da nossa partida.

Mesmo os tetraplégicos, os mudos, os que já nem vêem e parecem não sentir, podem dentro de si compôr as mais belas sinfonias, as mais tocantes sonatas.

Marcou-me a frase: "aprendi, em 30 anos de medicina, que nós médicos nunca nos poderemos arrogar a ter certeza de nada".

Dá que pensar não dá??

Isabel

2 comentários:

  1. "I reminded him of a girl who had drowned herself a short time previously, and I related her history.
    She was a good creature, who had grown up in the narrow sphere of household industry and weekly appointed labour; one who knew no pleasure beyond indulging in a walk on Sundays, arrayed in her best attire, accompanied by her friends, or perhaps joining in the dance now and then at some festival, and chatting away her spare hours with a neighbour, discussing the scandal or the quarrels of the village, trifles sufficient to occupy her heart. At length the warmth of her nature is influenced by certain new and unknown wishes. Inflamed by the flatteries of men, her former pleasures become by degrees insipid, till at length she meets with a youth to whom she is attracted by an indescribable feeling; upon him she now rests all her hopes; she forgets the world around her; she sees, hears, desires nothing but him, and him only. He alone occupies all her thoughts. Uncorrupted by the idle indulgence of an enervating vanity, her affection moving steadily toward its object, she hopes to become his, and to realise, in an everlasting union with him, all that happiness which she sought, all that bliss for which she longed. His repeated promises confirm her hopes: embraces and endearments, which increase the ardour of her desires, overmaster her soul. She floats in a dim, delusive anticipation of her happiness; and her feelings become excited to their utmost tension. She stretches out her arms finally to embrace the object of all her wishes and her lover forsakes her. Stunned and bewildered, she stands upon a precipice. All is darkness around her. No prospect, no hope, no consolation — forsaken by him in whom her existence was centred! She sees nothing of the wide world before her, thinks nothing of the many individuals who might supply the void in her heart; she feels herself deserted, forsaken by the world; and, blinded and impelled by the agony which wrings her soul, she plunges into the deep, to end her sufferings in the broad embrace of death. See here, Albert, the history of thousands; and tell me, is not this a case of physical infirmity? Nature has no way to escape from the labyrinth: her powers are exhausted: she can contend no longer, and the poor soul must die.
    “Shame upon him who can look on calmly, and exclaim, ’The foolish girl! she should have waited; she should have allowed time to wear off the impression; her despair would have been softened, and she would have found another lover to comfort her.’ One might as well say, ’The fool, to die of a fever! why did he not wait till his strength was restored, till his blood became calm? all would then have gone well, and he would have been alive now.’”

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