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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O IMPULSO PARA A VIDA

Deus, deu-nos mecanismos ABSOLUTAMENTE fascinantes que nos permitem sobreviver, continuar, prosseguir, lutar, avançar, reagir, mesmo que para trás deixemos mágoas inomináveis e sofrimentos indizíveis.
Está tudo armazenado nos nossos neurónios, mas a nossa estratégia de sobrevivência deu-nos a Graça do "esquecimento", ou melhor , a capacidade de afastar pensamentos dolorosos.
Estão armazenados na m
inha caixa de memória o terrível sofrimento dos últimos dias do meu pai: mas eu não deixo que eles aflorem, não os revejo, não deixo o "filme" passar na minha cabeça.
_(Da mesma maneira que nunca quis ver os meus pais no caixão: eu tive-os VIVOS: não os quis "fotografar" mortos!)_
Estão armazenadas a raiva e a dor do meu divórcio. Mas eu afasto-as e tento manter uma relação civilizada em prole de um bem maior: a sanidade mental deste trio feminino.
Está armazenada a angústia da doença que tive e dos momentos que vivi após a cirurgia em que..."me dei ao luxo" de ter tempo de pensar que a biópsia do tumor podia trazer um prognóstico fatal.
Estratégias de sobrevivência; resiliência, o mais primitivo e maravilhoso : o IMPULSO para a VIDA!
Vida...Vida... Que maravilhosas e diversas formas de vida procuram sobreviver!...
Já pensaram porque que uma barata ou uma aranha, não tendo cérebro, fogem dos nossos pés para não serem pisadas????.....
António Damásio disse que as emoções mais primárias são apenas e só, duas: o AMOR e o MEDO.
Essas emoções, existem até no animal mais primitivo: por isso a aranha foge de ser pisada e se esconde dos predadores, por isso uma Planta cresce num meio hostil, por isso uma mãe crocodilo carrega os seus filhos na bocarra para um local seguro em vez de os comer: criou laços, vínculos, "amor"... e possui apenas o chamado cérebro reptiliano!!.....
Nós, primatas, portadores tais como os golfinhos de um espesso córtex cerebral, desenvolvemos estratégias tão sofisticadas!!!... A mais fabulosa de todas: a capacidade de direccionar os nossos pensamentos para a esperança quando o desespero nos assola, a capacidade de amar, mesmo num mundo de desamor.
Isabel.